Espalhando ideias subversivas

carros coloridos

Uma das cobradoras que encontro bastante coloca o celular na tomada e assiste TV. Ela gosta daqueles programas tipo Datena e eu nunca estou atualizada sobre o que ela está assistindo – tiro em igreja, tentativa de atentado em colégio. Na última vez, a notícia era sobre uma moça que havia acabado de se formar e foi atingida na calçada por um carro. O motorista extremamente bêbado.

“Um absurdo”, “um absurdo”, concordamos. Ela me conta os detalhes de idade, entrevista com os pais, etc. Lembramos do caso super famoso aqui envolvendo um político a quase duzentos por hora, também bêbado. Esse tipo de coisa. Estamos indignadas. É um dos assuntos que me tocam por ter vivido na pele, quase perdi meu irmão num acidente de carro. Desde aquela época passei a ser meio “contra” carro, tive até que me conter quando fui tirar minha habilitação (que só uso como documento), porque quase comecei a pregar contra carro e recuei a tempo da psi não me achar (totalmente) doida. Mas a ocasião permitia e soltei minha teoria:

-Eu tenho uma teoria. Se fosse eu que mandasse no mundo, ao invés de mudar a legislação, eu mudaria os carros. Nenhum carro mais poderia correr muito. Todo carro chegaria no máximo a 80 km por hora. Pra que fazem carro rápido, que chega a duzentos por hora, se nem pode dirigir nessa velocidade? Só serve pra vaidade. Se a pessoa bate o carro, não tem como salvar. Não tinha e pronto. Porque aí a gente não precisa contar com a responsabilidade dos outros.

Vi que ela concordou meio espantada. O ônibus despontou lá longe. Seu olhar se perdeu durante alguns segundos e depois voltou, decidido:

-Sabe que você tem razão? Eu saio com meu filho, na BR, e ele chega a 80 km e eu já mando ele diminuir, é rápido demais. Aí digo que é pra ir pela rua mesmo, que ele me respeite. Não devia poder correr mais do que isso.

Ônibus encostando. Nós duas:

-Com baixa velocidade tem menos acidente. Se tem um acidente com baixa velocidade, nem machuca tanto, só um braço ou uma perna quebrada. E por não ter acidente, o trânsito não fica parado.

Quando entrei no ônibus, vi pelo olhar dela que havia plantado a subversão contra carros em mais uma mente.

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Borboletas e baratas

vocc3aa-vc3aa-borboletas

Li em algum lugar que o número de estudos sobre as borboletas é muitíssimo maior do que os sobre baratas. Seria pela importância delas para o meio ambiente, ou para a polinização das flores, ou devido à grande variedade da espécie e o papel das borboletas na mitologia de diversas civilizações? Apenas imagine que você é um pesquisador e precisa escolher aquele assunto para o qual se debruçará e olhará com atenção pelos próximos anos, quem sabe o resto da sua vida…

As teorias que comparam o comportamento humano com animal, ou a nossa relação do mundo como metáfora de como éramos com nosso xixi e cocô ou que dizem que tudo se resume a sexo, nos soam primárias e ridículas, mas a verdade é que somos sempre muito mais simples do que nossas racionalizações.

Uma irritação anti-clerical

Isaac Newton, no século XVIII, trancado no seu quarto, teve insights transformados em teorias que ainda hoje poucos são capazes de entender. Sobre pretender ter outros insights desse nível, melhor nem falar. Isaac Newton, tão ser humano quanto nós, só que com acesso a menos informação e quem sabe até menos nutrientes. Mas aí se o assunto é Deus, nego não apenas tem certeza da existência, dos objetivos e dos planos, como pode até dizer a preferência Dele com relação ao comprimento das saias.

vida de pecado

Ainda sobre sermos máquinas

Não supero essa fase Gurdjieff, eu sei.

Aceitar que somos muito determinados, determinados em quase tudo é fácil, é fato. Mas a teoria de Gurd não estabelece essa estatística, ela diz que todos estamos dormindo mesmo. Ou se está ou não se está. Quem não está é outro nível, é Mestre; nós somos tudo Zé. Gugu diz que é essa reserva moral do “quase” que faz com que o homem não consiga lutar com todas as suas forças pra sair desse sono, porque no fundo ele acha que não dorme tanto assim. E é o sono que nos torna máquinas, sem a menor autonomia, vítima de tudo o que nos acontece ou nos determinou no passado.

“Eu errei, mas se pudesse voltar atrás, faria tudo da mesma forma”. Eu falo isso, eu sinto isso. Fiz cagadinhas e cagadas homéricas; algumas eu só descobri depois de um tempo, mas noutras eu me sentia um touro correndo em alta velocidade em direção a uma parede. Eu sabia o que ia acontecer, eu sabia que não era a melhor decisão, mas já tinha pegado velocidade. Dentro do contexto, do que estava acontecendo, do que eu sabia e quem eu era, não havia possibilidade de fazer diferente. Eu fiz o que tinha de ser feito. Sofro as consequencias, lamento minhas decisões, não gosto nem de pensar, mas sei tão profundamente que não poderia ter sido diferente. Pra isso eu precisaria ser diferente e eu só sei ser eu.

Se isso não é ser máquina e determinado, não sei o que mais é.

Uma leitura bem torta de Gurdjieff

“A dança é uma forma de meditação muito poderosa”. Ouvi isso apenas uma vez e concordei, mas na verdade eu nunca havia lido nada a respeito e nem relacionado uma coisa com a outra. Mas a frase ficou martelando no inconsciente e um dia estava sem ter o que fazer e decidi buscar no Google alguma linha de pensamento que relacionasse dança com meditação. Cheguei nas Danças Sagradas de Gurdjieff. Adorei a parte teórica – a dança como uma forma de quebrar padrões de movimento, lidar com o controle e a frustração são coisas que vivi muito desde que me embrenhei nesse caminho. De um lado, começar a dançar desde cedo dá uma riqueza muito grande, mas de outro, começar tarde acaba servindo como uma forma de luta e autoconhecimento que eu também considero bonita. Mas nem tudo é perfeito: a execução das Danças Sagradas, pelo menos nos vídeos que eu vi, me pareceu bem decepcionante. São chatas e quadradas.

 

Uma coisa leva à outra e comecei a me interessar por Gurdjieff e querer ler suas teorias. Gostei muito dele; eu e Gugu (ou Gudigudi?) já somos íntimos. Como toda teoria mística, tem coisas que não tem como comprovar e não fazem sentido (com o que vivemos no dia a dia), aí ou você acredita ou desacredita. Acho que sou meio louca, porque quanto mais duro o autor, mais eu gosto. Os que falam de amor e dão lições de moral me enchem de tédio, gosto dos que dizem que o universo é matemático. Gugu e Krishnamurti jogam nós, as pessoas comum, na lama. Pra Krishnamurti, a gente fica o tempo todo com os pensamentos ao léu, perde o momento do que está vivendo, dispersa toda energia em besteiras e com isso perde a iluminação. Para Gurdjieff, somos máquinas loucas, que fazem tudo no automático e “dormimos” o tempo todo. No fundo, me parece que eles falam da mesma coisa.

 

Agora vem a parte da leitura torta: perguntaram para Gurdjieff sobre o livre arbítrio, se existia. Ele disse que sim e não. Que existe, mas não pra nós. Existe para o homem desenvolvido no pleno uso das suas faculdades, pro sujeito que encontrou a iluminação. Para nós, não. É possível dizer que um trem ou uma máquina de lavar têm livre arbítrio? Porque é isso que nós somos, pura e tão somente máquinas, totalmente determinados pelos nossos condicionamentos. Sem a capacidade de formar um Eu constante que realmente escolha para onde ir, as coisas aparecem e nos atingem, nos levam de um lado ao outro, nos decidem. É uma vida regida pelos acidentes. O homem comum não têm a menor influência sobre o seu destino.

 

Quer dizer que eu não tenho a menor influência sobre o meu destino? Nada, nadinha de nada? Tudo que me acontece vai me acontecer e pronto?

 

Então tá liberado relaxar e aproveitar a viagem.

Admirador secreto

Colégio Estadual Rio Branco, segundo grau, década de 90. Minha amiga Andréia tinha um cabelo castanho que ia até a cintura, um jeito meio desengonçado de andar e mascava chicletes de boca aberta, pra dar um ar descolado. E despertava paixões facilmente. Tinha um japonês bombado que sentava do meu lado, e um dia pedi um livro emprestado pra ele, que ficou sem graça e não me emprestou. Depois ele veio me explicar que no livro havia um desenho da Andréia de perfil, que ele havia pedido pra um outro menino da sala fazer. Ficamos amigos depois disso.

 

Um dia a Andréia começou a receber bilhetes de um admirador secreto. Os bilhetes apareciam como mágica na carteira dela. Foi a sensação do recreio. Tentávamos adivinhar quem era, se ele tinha cúmplices, reparávamos em quem demorava pra sair da sala. A cada bilhete ele ia falando mais, se revelando, até que no último dele disse que depois do recreio, na aula tal, ele se sentaria na carteira vazia que estava na frente dela. Finalmente saberíamos quem era, que emoção!

 

Chegou a tal aula e todo mundo de olho na carteira vazia. A aula acontecendo e a carteira ainda vazia. Aí num momento que todos estavam concentrados, com o quadro cheio de matéria para copiar, ele se levanta ostensivamente e senta na carteira da frente. Ficamos em choque. Ninguém havia cogitado aquele nome. Hoje penso no quanto aquilo deve ter custado, o gesto corajoso e suicida, mas na época… Vou explicar: ele era gordo. Existem duas saídas clássicas para o adolescente gordo. Uma delas é ser vítima, receber apelidos, aquele sofrimento todo. A outra via é virar o jogo. Ele era uma espécie de líder. Tinha bigodinho, era forte e um jeito muito agressivo de ser. Lembro que uma vez levei esporro dele durante uma partida de handebol. Nunca imaginamos que alguém intimidante, do tipo que chama para briga e coloca apelidos, seria capaz de se declarar para uma menina. Ainda mais daquela forma.

 

A Andréia, morrendo de vergonha, ficou copiando a lição do quadro, como se ele fosse invisível. Ele sustentou o olhar durante longos minutos, sentado de frente pra ela. Depois voltou para a própria carteira e a história acabou aí.

 

.oOo.

 

Daí eu formulei uma Teoria Sobre Admiradores Secretos que nunca foi desmentida. É a seguinte: se você recebe presentes, flores, bilhetes de um admirador secreto, contenha a felicidade. Não é aquele cara pra quem você tem sorrido. Não é o Gianeccini da firma. Esses dois sabem que não precisam de nada disso, que é só chegar junto e dizer “vamos”. O admirador secreto é sempre o cara que sabe que tem alguma desvantagem, que a princípio você nunca pensaria nele. Então ele precisa te amolecer antes.

Uma distração

Não sei se é a idade, porque na adolescência eu vivi isso intensamente; não sei se é o fato de eu estar casada, então há muito tempo não tenho esse tipo de preocupação – o fato é que estou cada vez mais impaciente com histórias de namoricos. Sabe aquela coisa de “aí eu disse x, aí ele me disse y só que e eu acho que é z porque uma vez aconteceu tal coisa”? Tenho vontade de sair correndo e deixar a pessoa falando sozinha. De certa forma, ela já está falando sozinha… Eu sei que quando nos acontece, cada passo do outro parece muito importante e cheio de significados. Só que de fora, essas histórias são todas meio iguais. Na maioria delas, dá vontade de recomendar o Ele simplesmente não está a fim de você.

Para piorar minha impaciência, eu tenho uma teoria: se importar demais com os namoros é espécie de fuga. Talvez a fuga preferida das mulheres. Falo isso por mim, falo pelo que já observei. Não são poucas vezes que a vida da criatura está errada em tantos sentidos que fica até difícil saber por onde começar. Já vi gente sem casa, sem emprego, brigando com a família, com a saúde abalada e sem poder criar o filho, tudo ao mesmo tempo. Numa lista tão grande sobre o que fazer, a única preocupação da pessoa parecia ser se o Fulano, quando disse que ela era uma pessoa especial, quis dizer especial no sentido de amiga ou se aquilo foi uma insinuaçãoZzzzZZZz… Às vezes a realidade é dura demais, desesperadora demais. Então a pessoa opta por fingir que não sabe, fingir que não se importa. Se é para pensar e se envolver, é muito mais fácil fazer com paixonites.

Aceita trocar todos os prêmios por uma banana?

A vida é irônica, e às vezes nos faz viver sonhos que nem ao menos são os nossos. Minha última descoberta é que a vida parece com aqueles programas que a pessoa troca uma coisa por outra de olhos vendados. Ela decide se aceita ou não sem saber o que está escolhendo e sem ter idéia do que vem a seguir. Aceita trocar um namorado meia boca pela solteirice? Aceita trocar um emprego estável com chefe carrasco pelo desemprego? Aceita trocar uma cidade fria por uma quente? A gente vai dizendo sim ou não, sem fazer a menor idéia se aquela solteirice é para sempre, se o novo chefe será melhor ou se seremos felizes na cidade quente.

Da grande maioria das escolhas nunca teremos certeza. Das ruins, é melhor nem tomar conhecimento. Se eu pudesse dar alguma dica, ela seria: arrisque.

A falta que o 2 me faz

Numa madrugada qualquer, vi uma entrevista que mudou minha vida. Era com uma numeróloga – ela era meio antipática e indicou um site pessoal inútil. O tchã-nã-nãs foi quando o entrevistador perguntou que benefícios a numerologia trouxe a ela, além da profissão.

– Eu era uma pessoa muito impaciente, e sofria muito com o atraso das coisas. Eu sempre fui do tipo que a fila do lado anda mais rápido, os prazos expiram, tudo que podia atrasar sempre atrasava comigo. Com a numerologia descobri que isso é falta de 2 no nome, que faz com que as coisas atrasem justamente pra pessoa trabalhar esse aspecto da ansiedade.

Saí da TV e fui correndo calcular o meu nome. Batata: eu também não tenho o 2 no nome! Ahá, agora sim, TUDO SE ENCAIXA! Depois neguinho acha que eu sou louca. Veja só o que me aconteceu ontem: depois de suportar o atraso de meia hora no dentista, ele me perguntou se eu não tinha feito as radiografias. “Fiz sim, onde você mandou, há um mês”. Ligaram pro laboratório e descobriam que minhas radiografias foram parar em outro dentista chamado Marcos. “Você tem que apostar na Mega Sena, porque em todos esses anos de carreira, isso só tinha me acontecido uma vez”. Não é sorte não, doutor, é carma. É a falta que o 2 me faz*.
*O título é referência ao engraçadíssimo A falta que o Palm faz. Não deixem de ver/ ouvir!

A Dádiva de Mauss

O Ensaio sobre a Dádiva é um clássico na área de ciências sociais. Ao analisar a troca ritual de colares nas Ilhas Trobiand (Kula) e de cobertores na Melanésia (Potlalch) Mauss descobre 3 regras simples que são a essência de qualquer sistema de troca que se possa pensar:

1- A obrigação de dar

2 -A obrigação de receber
3- A obrigação de retribuir

De maneira bem resumida, podemos entender assim: quem tem em abundância não é reconhecido e bem visto se não distribui de alguma forma essa riqueza. Por isso a primeira regra, que obriga a circulação dos bens. Quando um bem é oferecido, aquele que o recebe está na obrigação de acolher. É extremamente indelicado recusar um presente, o que gera a segunda regra. Mas, ao receber o presente, uma hierarquia se estabelece: aquele que dá fica numa posição superior ao que recebe. Para compensar essa dívida, o que recebe o presente precisa futuramente retribuí-lo – a terceira regra. A retribuição deve sempre tentar superar o que foi dado; e quanto mais tempo passa, maior deve ser a retribuição. Só uma retribuição generosa é capaz de reverter a posição de inferioridade que o sujeito se colocou ao receber a dádiva. Estabelecer juros é uma tentativa de quitar essa obrigação abstrata. O pobre, que ao receber a esmola pede para que Deus Lhe Pague, coloca sobre o Divino o papel de retribuir a uma dádiva fora de suas possibilidades.

(Adianta pedir pra ignorarem essa pressão toda ao me presentear dia 13?)

Teoria das cagadas sucessivas

É assim: pra poupar tempo, recursos ou cortar caminho, você faz algo de um jeito que corria o risco de dar errado e dá. Essa é a primeira cagada. Você percebe que fez uma cagada, e pra consertar as coisas, resolve fazer outra coisa de maneira meio irregular. Essa foi a segunda cagada. E as cagadas se sucederão, até que você interrompa o ciclo e assuma logo o prejuízo que a tentativa de economia lhe causou.

Teorias conspiratórias estéticas

Sobre a lipoaspiração

Volta. Tudo ou até pior. Talvez seja uma fúria dos deuses, que não admitem que a beleza de um abdomen liso venha sem os méritos da fome e dos abdominais. Ou seja como o sistema de vasos comunicantes da física, que não admite que uma coisa suma e insiste em repor o que foi tirado. O fato é que quem faz lipo engravida meses depois, quebra alguma coisa e tem que ficar de molho em casa ou recupera tudo bebendo cerveja. Reza a lenda que tem gente que faz lipo todos os anos. Quem não pode, amarga o prejuízo mesmo.

Sobre o uso do Botox preventivo

A teoria faz muito sentido: se não pudermos mais usar o músculo que enruga, a pele não vai ficar marcada. Na prática ninguém é lobotomizado sem expressão – essas pessoas continuam querendo usar seus músculos faciais e forçam rugas em lugares sem o botox. As próximas gerações testemunharão o resultado disso, olhando para pessoas velhas com rugas em lugares bizarros. Pode prestar atenção na Angélica (a mulher do Huck), por exemplo: quando ela franze as sombrancelhas, uma faixa na testa permanece lisinha (botox) e surgem rugas na lateral da testa e perto da raiz dos cabelos. Brrrrr!

Teoria conspiratória eleitoral

Sabe esses candidatos sem chance e que aparecem na tv descendo a lenha nos outros? Tudo mentira – pelo menos a eleição deles. Eles podem ser subornados ou idiotas que se prestam a fazer isso de graça; o importante é que estão lá pra jogar farinha no ventilador. Ele não tem nome a zelar, pontos no ibope a perder, seu horário eleitoral é baratinho e garantido por lei… Com essa história de legendas pequenas, é muito fácil inventar um candidato sem chance e sem medo de atacar os outros. Eles falam mal em nome daquele grande candidato ou partido, que perderia pontos se apelasse para uma campanha de baixo calão.

Teorias conspiratórias futebolísticas

1º teoria: Não adianta reclamar- o Ronaldo não deixa de ser titular nem se ficar perneta. E não é porque o Parreira é burro e teimoso, e sim por causa do patrocínio da Nike. Isso sem falar nos outros jogadores, com outros patrocínios – não dá pra chamar um cara ótimo de um clube qualquer enquanto tem os famosos jogadores dos times europeus… Assim como não adianta falar que ele como técnico tem sua autonomia – se tiver autonomia demais, eles mandam o cara pra fora e colocam outro. Por esse motivo o Zico se recusa a voltar para a seleção brasileira ou fazer qualquer declaração sobre a CBF.

2º teoria: Outro que de burro não tem nada é o Galvão Bueno. Não é por gosto que ele faz o possível pra esconder os erros do Ronaldo e tem aquela coisa ufanista. Novamente os famosos patrocínios. Alguém com o cacife dele pode colocar um jogador qualquer no estrelato se começar a chamar atenção pro cara ou derrubar outro, ressaltando os erros. Ele deve ganhar rios de dinheiro por fora pra fazer isso. O cara deve estar louco com o Ronaldo, como qualquer brasileiro, só que ganha pra fingir que não.

Banho de água fria

Estava me sentindo o máximo por estar adiantada em 3 meses de trabalho na minha dissertação.

Hoje, soube pelo meu orientador que minha análise está superficial. Não, ele não me jogou isso na cara; bastou ele ler alguns trechos da tese absolutamente genial que ele escreveu em 3 meses – e tem umas 400 páginas. Tem coisas que só a experiência trás. Outras, como o talento, nada substitui.

Agora estou aqui, do tamanho de uma mosca, recolhida na minha insignificância como teórica. 😦