Curtas porque a vida é feita de pequenas vitórias

you can do

Num dia você tem dentes branquinhos e perfeitos e quer morrer de pensar em exibir dentes com braquetes de novo. Nem tanto tempo depois, acha que ganhou um presente porque o ortodontista concordou em, daqui há meses, trocar seis braquetes metálicas por estéticas.

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Meu supermercado voltou a vender Gengibirra, bem timidamente. Achei uma perdida na Páscoa, que abracei e levei como se fosse um ovo kopenhagen. Depois começaram a aparecer uma aqui e outra ali. “Vou aproveitar que não tenho nada pra levar e passar no super pra comprar uma Gengibirra”. Tem que mostrar pra eles que elas fazem falta.

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Nem te perguntei, Ernani, mas tenho que eternizar isso:

Viu, Fernanda? Tua foto está invadindo todos os espaços do Sul21. Quase todos os blogs foram grilados pela tua foto. Os colunistas devem ser os próximos. Mais umas horas e tua foto substituirá as ilustrações de todas as matérias. Primeiro o Sul21, logo o mundo.
Philip K. Dick poderia escrever um conto com isso.

Meio sacanagem colocar como vitória a ocasião em que invadiram um site que me hospeda, mas não é todo dia que chego perto de conquistar o mundo.

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Eu tinha uma sala de estar envergonhada, tudo meio branco, material de costura pelos cantos, bicicleta numa parede distante. Dia desses enfezei, e resolvi assumir de mim para mim mesma que ninguém nunca vem aqui, muito menos para jantar. E se por acaso alguém aparecer, vai ser um ou outra vez na vida. Reorganizei tudo, transformei num grande atelier de costura e deixei a bike bem visível e de fácil acesso. Cada vez que passo por ali sorrio e me parabenizo.

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Uma doação de sangue em dezembro

Foi só sair o link com a notícia de que o movimento nos bancos de sangue cai cerca de 30% nessa época, que me arrumei e fui. Doar sangue é um hábito que adquiri desde que meu irmão um dia precisou. Conheço tanta gente que tem problemas com doação, seja por ter pavor de agulhas, por ter tido hepatite ou até mesmo por tentado doar e ter tido uma queda de pressão violenta, desmaiado e gritado enquanto estava inconsciente (!?), que eu acho que a dorzinha que sinto ainda é pouco. Tem que doe dinheiro; eu dôo sangue. Então lá fui eu, bem feliz e contente, aproveitar a minha manhã doando sangue. 

Terça, véspera de véspera de natal, garoa e queda no movimento das doações. Achei que seria sentar e doar, que tudo se resolveria em cinco minutos. Não sou das pessoas mais perseguidas por Murphy, mas eu tenho alguma ligação cósmica com os grandes doadores, que sempre que resolvo aparecer nos bancos de sangue, um ônibus inteiro (e não estou usando figuras de linguagem) resolve aparecer minutos antes de mim. Era o caso. Eu peguei, 10:45 da manhã, a senha 60 e eles ainda estavam fazendo o teste de anemia no número 40. Naquele momento eu me arrependi de não ter zatzat no meu celular.

Passava do meio dia quando eu me sentei na frente da mulher que faz pra gente aquelas perguntas pra saber se o nosso sangue pode ser usado ou não. Eu lembrava dela, então acho que ela lembrava de mim. Normalmente eu não me acho tão marcante, mas a recepcionista mal humorada da entrada disse que lembrava de mim. Eu estivera diante dela no final de agosto, quando fui doar sangue pra conseguir meia entrada pra um espetáculo de flamenco que nem teve. Cheguei lá e avisei que doava lá com certa regularidade, mas que tinha acabado de me separar e mudado de nome. Ela não me deu ouvidos e fez aquela cara de quem não gosta de público que não responde o estritamente o necessário. Depois de digitar o meu número, a mocinha olhou para a tela do computador com cara preocupada, saiu da cadeira e foi correndo buscar a médica (ou seja lá o que ela é) que agora me atendia. Ela apontou para a tela pra mostrar a tal coisa e, naquelas alturas, eu já estava convencida de que estava com AIDS. Imaginei um pop up piscante, dizendo que eu deveria ser detida imediatamente por tentar transmitir sangue contaminado por aí. Não era nada disso, o susto era apenas porque a minha ficha não batia com o meu nome atual. “Foi isso que eu tentei avisar assim que me sentei”. Aí elas mudaram meu registro.

Pois bem. A mulher devia lembrar de mim. Agiu como se não. Ela me fez aquelas perguntas de praxe sobre doenças, cirurgia, malária, piercing, etc. Aí ela me perguntou o número de parceiros sexuais que eu tive nos últimos seis meses. Como ela já havia me feito essa pergunta há quatro meses, eu me senti atualizando meu status sexual. “Sabe, amiga, de lá pra cá…”  A velha aqui almoça cedo e fica mal humorada com fome e já passava muito do meio dia. A temperatura caiu e chovia desgraçadamente, muito mais para o que eu estava preparada. Eu estava cansada, faminta e arrependida de ter decidido doar. Meu verniz social, assim como meu rímel e meu cabelo, já estava num estado lamentável. Foi por pouco, por muito pouco, que eu não olhei pra cara dela e disse:

– Moça, Redtube conta como parceiro sexual?

Não perguntei. Vai que.

Uma pequena amostra de arrogância

Eu fui no correio buscar uma encomenda que foi taxada pela Receita Federal. Milagrosamente, cheguei lá e não tinha ninguém. Fui para o balcão do canto e a moça saiu para buscar meu pacote. No balcão ao lado, outra funcionária tinha dois catálogos, cheios de produtos de beleza, coisas para casa, livros, etc. Vejo a cena e penso comigo:
– Esses catálogos servem mesmo às classes emergentes, ou pessoas de outras gerações. A minha geração já está mais habituada com sites e com o tempo essas revistas se tornarão obsoletas. Os catálogos ainda são produzidos para pessoas que como ela não tem intimidade com a internet, ou ainda têm receio de fazer compras on line. Com o tempo, todos serão como eu e deixarão de ver essas revistinhas porque…
Nisso, volta a funcionária com o meu pacote. Ela se vira para a amiga e diz:
– Você já entrou no Ali Express? Cada coisa! Tudo muito barato, tem de tudo. Eu já encomendei uma bolsa com a Fulana. Disse pra ela só pedir duas, pra a Receita não achar que é pra vender e taxar.
Minha cara foi parar na chón.

Caminhante Diurno, o livro

Muitos (dois) leitores têm me pedido pra eu publicar o Caminhante em forma de livro. Um dia resolvi sentar no computador e fiz uma seleção de textos, e quando cheguei no texto Na rua, decidi que já tinha um bom material. Minha intenção era a seguinte: colocar o livro à disposição de quem quisesse comprar. Ou seja, não estava disposta a investir numa edição porque sei que não há demanda. Comecei então a pesquisar sites que se propõem a publicar dessa maneira.

O primeiro site que eu pesquisei foi o Bookess, que inclusive é seguidor deste blog. Até para ter idéia de quando cobraria pelo meu livro, dei uma boa navegada pelo site. Percebi que o forte deles é a publicação virtual. As pessoas estão sempre de olho nas novidades, comentam e estimulam os autores que gostam, funcionam mesmo como uma grande comunidade. Talvez justamente por não terem a pretensão de imprimir, achei muitos autores pouco cuidadosos com o que publicam. Livros que ainda existem apenas na intenção, erros de português, falta de cuidado com a formatação e coisas afins. Já o perfil das pessoas do Clube dos Autores é mais caprichoso, porque há uma preocupação com o livro impresso. Li uma crítica na net falando mal da impressão; já o Alessandro me garantiu que gostou muito do livro que ele fez para a namorada. Por isso, optei pelo Clube dos Autores. Uma vez escolhido o site, o problema se torna o livro em si.

Minha intenção era ganhar um valor simbólico pelos direitos autorais. Gostaria muito que meus leitores pagassem 10 reais pelo livro. É claro que era uma coisa ideal e sem noção. Quando comecei as etapas, o número de páginas que eu pretendia publicar gerou um valor de custo de quase 40 reais. Eram 96 textos. Comecei a limar o arquivo loucamente, sempre tentando baratear: diminuí fonte, alterei margem, coloquei espaços reduzidos. E comecei a cortar: textos de temas repetidos, histórias apenas engraçadinhas, coisas muito auto-biográficas, coisas que geraram polêmicas, assuntos que não domino… O livro mudou de tom, tirei textos à exaustão, coisas boas ficaram de lado e sobraram 40 e poucas histórias. Menos do que isso, nem valeria a pena publicar.

Sobre o preço: consegui, com 46 páginas um preço de custo de 20 reais. Juro que eu queria colocar 0,50 de lucro. Mais aí tem outro problema: o site paga os autores a cada 100 reais. Ou seja, eu precisaria vender 200 livros pra receber alguma coisa. Teria que vender mais livros como Caminhante do que a minha dissertação, que virou um livro lindão pela editora da UFPR. Entendo que é a forma do site lucrar, mas a idéia de fazer tanta caridade não me agradava. Pra não ficar tão caro e ter alguma esperança, lucrarei 5 reais. Mesmo assim, estou certa de que não verei a cor desse dinheiro. É a vida. Valeu pela experiência e pode ser que alguém compre.

Bem, aí está o link do livro do blog: Prazo Expirado. Tem link permanente na sessão Quem?

Duas rapinhas

Brincando de celebridade, algo meio Barbara Gancia. É assim que eu vejo o Formspring.

A reflexão da semana fica por conta de Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas

Mas, na ocasião, me lembrei de um conselho que Zé Bebelo, na Nhanva, um dia tinha me dado. Que era: que a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesma nunca que se deve de tolerar de ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa pessoa passe durante o tempo governando a idéia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é.
p. 237

Exposição da série Carne

Começa amanhã, dia 18, a minha primeria exposição individual do ano. Talvez seja a última das últimas de obras inéditas, já que há 2 anos eu não esculpo mais. Essa série, chamada de Carne, é constituída de 5 esculturas vermelho-sangue. Quase todas mostram o corpo humano em pedaços, como carne mesmo. Nem belo e nem feio, o corpo humano como uma coisa orgânica. Quem estive for de Curitiba ou estiver em Curitiba e quiser dar uma passada lá, deixará uma artista-blogueira muito feliz!

Por falar em artista blogueira, lá do lado tem o link do meu site de esculturas. Quem não conhece, acessa aí o Fernanda Guo. Além de lindão, foi a Flávia que fez!

Data: 18 a 31 de março
Local: 2º andar da Biblioteca Pública do Paraná
Rua Cândido Lopes, 133
Horário: de 8 às 20 horas
Entrada: franca

Teste sua personalidade sexual

A Santinha (do pau oco?)
Previsível Egocêntrica Romântica Inexperiente (PERI)

Madura. Responsável. Aristocrática. Com licença!!!. A Santinha (do pau oco?).

A Santinha (do pau oco?) é a mais esperta de todos os tipos femininos. Você tem a percepção altamente aguçada e confia plenamente nos seus julgamentos. Você prefere a honestidade cruel à superficialidade, em qualquer situação. Seus amigos sabem exatamente o que esperar de você. Você é totalmente anti-falsidade. Não me diga que isso não existe. Você é também sensacional em redirecionar energia interna negativa.

Esses fatores indicam que as pessoas frequentemente se sentem intimidadas por você. Mas elas também se apaixonam perdidamente. Você é dona de um certo charme, que muitos acham irresistível. Ah se alguns desses chegassem mais perto dos seus padrões!

Entre as suas amigas, você certamente foi a última a transar. E a primeira a fingir uma gravidez. Hahahaha. Embora você esteja inclinada a usar o sexo como uma arma, pelo menos não seria uma arma de destruição em massa. Você é mais exigente que a maioria em relação aos seus parceiros. O que você realmente quer é um relacionamento onde haja compreensão e apoio. Talvez você nem saiba, mas precisa de um relacionamento estável e duradouro. E tranqüilo.

FUJA DOS TIPOS: O Playboy (EGSE), O Homem Ideal (EGRE)
DÊ UMA CHANCE A: O Meninão (EERI)

(UI, até eu fiquei com medo de mim agora! O teste tá aqui)

Houston, we have a WordPress problem!

Foi assim: um dia o Ale me deu a idéia genial de transformar o meu Fernanda Guo em um site falando das minhas experiências como artista. Assim, eu atraria muito mais visitas do que ter um simples site com as minhas esculturas. Eu nem dormi direito aquela noite e já imaginei um monte de coisas. Aí eu pensei que seria mais legal ainda juntar outros artistas que eu conheço – dentre eles a Flávia e o Luciano – pra cada um falar da sua especialidade numa coluna. Conversei com as pessoas envolvidas, elas acharam ótimo, a Flávia me sugeriu o WordPress e me mandou um monte de sites com dicas.

Isso foi no ano passado. O Luiz – que não entende nada de sites mas é um usuário de computador acima da média – me disse que precisaria de um tempo pra estudar o site e colocar tudo em prática. O tempo foi passando, ele não conseguia fazer e eu entrei em crise criativa. Eu passei os últimos 6 meses sem querer saber de escultura e o projeto foi abandonado.

Aí, eu percebi que não conseguia desistir de esculpir (sabe como é, sou brasileira e não…) e quero retomar a idéia. Aí pra simplificar a vida do Luiz, pedi pra ele fazer um blog normalzinho no wordpress, com um link pro site atual. Ele achou mais simples e disse que agora ia. Mas não foi. Por quê? O Luiz não acha o tal do código fonte (!?); ele não consegue passar as atualizações pro site. Algo que pros 354315364 usuários de wordpress que eu conheço parece ser muito simples.

E agora? Eu não posso nem brigar com ele, porque afinal o site é meu. Eu mesma deveria fazer o meu site, mas nem tudo é perfeito; eu esculpo, escrevo, danço e pinto paredes, mas sou completamente tapada em informática. Com os “colunistas” que eu conversei naquela vez, eu nem tenho coragem de propor tudo de novo. Às vezes eu penso em ir pra Sampa e contratar a Flávia de uma vez, já que ela fez aquele site lindo na maior boa vontade. Às vezes eu penso em fazer outro Blogger, porque aqui em consigo me virar. Assim como às vezes eu estou em um lugar público e tenho vontade de gritar: ALGUÉM AQUI SABE MEXER NO WORDPRESS?

=/

Músicas de filmes

Essa é pra deixar vocês doentes, assim como nós ficamos aqui:

http://www.taticoutinho.org/jogo/

Antes do Luiz chegar eu estava emplacando uns 53%. Aí eu zerei e ele sozinho fez 72% (um fenomeno, o menino). Aí eu o apoiei e subimos mais alguns pontos. Fomos procurar ajuda, quebramos a cabeça, consultamos o google e conseguimos 91%. Se alguém souber as cabulosas 20, 50, 54, 55, 57, 63 por favor, venha aqui contar!

kansaDu Di EsCreve Em pOrTUGUEIxXx koRrEtU??!?!

vUxXxe REvelAvAh A suAh idaDI nAh neT POR eScrEvE koRREtaMENTI??!?! sI SENtiah DiSlOcaDEENhu nAxXx KOmUnidADIxXx Pq toDu MUndu EscrEvi MiGUxXxU – vUxXxe??!?!

SI vUxXxe SempRe tEvi VONtAdI dI aderi A noVAh LiNgUAGi dah NET…MAxXx NauM KOnSEgUiAH miguxXxAH KuM KaLIdadI…seuxXx PrOBlEmAxXx kAbarAm!!!!!

xXxegOW U NOVu mIGUxXxeIToR, u PrimeIrU traDutOR oN-line DI PortuGUeIxXx PRah MiguxXxEIxXx/ fOFOLeIxXx!!!!!:

http://aurelio.net/web/miguxeitor.html

u UniCU KuM axXx OpXXOExXx: MIgUxXxexXx aRcAiCU, MIguxXxExXx ModeRNu i u visUALMeNti fANTAStiCU NeU-miGuxXxExXx!

Eu sou uma diva!

(ou, pelo menos, me acho uma)

You Are Miss Piggy

A total princess and diva, you’re totally in charge – even if people don’t know it.
You want to be loved, adored, and worshiped. And you won’t settle for anything less.
You’re going to be a total star, and you won’t let any of the “little people” get in your way.
Just remember, piggy, never eat more than you can lift!