Desativismo

 

 

Há aqueles momentos, aquelas discussões, que o argumento do outro é tão absurdo que ou você revoluciona e estraga o churrasco (ou a festinha, ou a alegre conversa de bar), ou você finge que não ouviu e fica quieto. Não é uma questão de ser direita ou esquerda, pró ou contra PT, vai ter Copa ou não vai ter Copa. Certas colocações ferem o sentido de humanidade. Há momentos que você percebe que poderia fazer a colocação mais sensata e de nada adiantaria. Pior: o outro sacaria absurdos cada vez piores. Porque o que falta ao que diz certas coisas não é informação ou lógica, e sim empatia. Há aqueles cujo posicionamento pode ser resumido a: Quero meus privilégios, e que se foda todo o resto. O certo ou o errado só são medidos pelo que atravessa a porta de casa. Quando o sofrimento do outro soa apenas como uma filosofia muito distante, não vejo como discutir. É profundo demais, é querer ensinar alguém a ter coração.