Activia sabor ameixa

activia20garrafa201250g20ameixa_0

Acordei cedo por motivos outros, e quando vi fui a primeira pessoa a passar pelo caixa do supermercado da terça. E logo na primeira cliente do dia a caixa precisou ficar parado. Basicamente, fui ao supermercado só para comprar iogurte, mais especificamente, o litrão de Activa de Ameixa. Já fiz intensa pesquisa com vários iogurtes, e único que não me enjoa se eu tomar sempre, por ser menos doce, é esse. Quando fui buscar, tive a feliz surpresa de ter encontrado justamente o Activia Ameixa numa promoção de quase 50%. Só que na hora de passar no caixa, passou o preço inteiro. Devo ter perdido muita promoção, porque geralmente estou ocupada abrindo sacolas e enfiando umas nas outras ou simplesmente não lembro direito do preço para poder afirmar com certeza que não passou. Mas desta vez não teve como não notar. A moça do caixa fez a única coisa ao seu alcance – acionou o aviso que chama alguém. Fiquei lá parada, a única cliente numa caixa, o único número indicando problema, e nada. Se eu não tivesse ido justamente pra comprar iogurte, teria dado as costas e pronto. Depois de uma longa espera surge a moça, que sem dúvida não achou que precisava olhar caixa nos primeiros cinco minutos que o supermercado abriu. Por sorte, estava num caixa ao lado dos iogurtes. Apareceu uma família que não acreditou quando eu aconselhei a procurar outro caixa e ficaram por ali, de testemunhas. A moça do patins foi até a geladeira e de onde estava deu pra ver que ela buscou a etiqueta errada. Ela cancelou a compra e quis digitar o preço do Activia Morango, que estava em promoção mas não tão barato. Não, tem que ser o Ameixa, aí largo todo mundo lá, vou até a geladeira, arranco a etiquetinha de promoção e trago. “Ah, é que essa estava escondida” “Ela estava junto dos iogurtes de ameixa”, disse A Louca do Iogurte de Ameixa.

Às vezes me parece que a vida adulta nos reduz a isso, a batalhas pequenas e constantes apenas para manter o espaço. Como dar a elas a medida exata da nossa atenção, sem deixar passar e ao mesmo tempo não se deixar afetar?

Anúncios

Curtas natalinos

Vou dizer a verdade: o post de hoje é de curtas natalinos apenas para eu poder usar a figura ao lado.

 

.oOo.

 

Comprei um chocotone de supermercado, que estava numa super promoção e eles garantiam que tinha a mesma qualidade dos de marca. Fui abrir e claro que tinha uma gotinha preta aqui e outra lá, era praticamente um pão. Mas sabe que estava mais gostoso? Colocam essência e chocolate demais hoje em dia.

 

.oOo.

 

Eu pensava que esse ano escaparia de comprar lembrancinhas. Sempre dei presente pro pessoal da lavanderia, mas agora vou lá bem menos, achei que não ia rolar. Mas me deram presente mesmo assim e abraços, de maneira que tive que sair correndo. Uma das muitas coisas doídas da separação é admitir publicamente que acabou. E, por estranho que pareça, elas eram as que mais me doíam contar (o que nem foi necessário). Ali sempre houve um carinho mútuo, daqueles simples e sinceros.

 

.oOo.

 

Por falar em contar, praticamente mantive meus planos natalinos em segredo, que é pra ninguém sentir pena e querer me levar pra casa. Passei da fase de precisar de companhia a todo custo. Nunca fui muito chegada em natais, mas o povo tem certeza que na hora bate uma melancolia e quem está sozinho em casa necessariamente se entristece. Eu juro que não.

 

.oOo.

 

E já que estou nessa de ignorar data, me darei presente de natal só no ano que vem, com tudo em promoção.

Curtas de queixas vintage

Essas promoções de hoje em dia, que a gente tem que cadastrar código de barra e guardar a embalagem. Não gosto, preferia mandar as ditas pelo correio. Devia ser um problema se livrar de tudo depois que a promoção acabava, mas aí o problema era deles. O meu problema é que eu cadastro as embalagens e elas ficam por aí, estorvando. Quando vejo, joguei fora. Aí fico com medo de ser sorteada.

 

.oOo.

 

Uma coisa que deixou de existir e ainda bem: fã que para demonstrar seu amor escreve carta pro ídolo com 10 metros de papel com a frase “eu te amo”. Aí mostrava a quantidade de caneta que a infeliz usou, etc.

 

.oOo.

 

Já fui fã dos grandes gestos de desculpas, não sou mais. Sabe igual a cena do Richard Gere pedindo desculpas para a Julia Roberts na escada, em Uma linda mulher? Não me convence mais. Não porque a pessoa já conta com isso, em fazer uma merda muito grande e depois basta um gesto grandiloquente, uma cena pública. Sou mais ter pensado antes e evitado de me magoar.

 

.oOo.

 

Fico doida com esses posts que usam nostalgia dos anos 80 como motivos para alfinetar as gerações mais novas. Naquele tempo andávamos na parte detrás do carro, o mertiolate ardia, a TV não tinha controle remoto e nem por isso morremos, etc. Mas se essa geração que está aí é mole, mimada e não tem a nossa firmeza de caráter, a culpa é de quem? Dos seus pais anos 80. Se achavam que os valores da nossa época eram tão bons assim, não deveriam ter criado os filhos dando tudo, levando de carro pra cima e pra baixo e superprotegendo.