O entendimento da mesma idade

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Quando meu pai, no seu novo casamento e nova vida, ganhando bem, saindo, indo a todas as festas e vivendo o auge da sua popularidade, a mim, como filha, não caiu bem. Passou muuuuito tempo e não me caia bem. Como um pai podia se dizer apaixonado em ser meu pai e ao mesmo tempo ter todo um entorno que eu detestava. Mesmo sabendo que não eram o ideal pra mim, ele não largou tudo, como um pai ideal faria, ele lidou com minhas queixas misturando negação, jeitinho, gambiarra, ilusão e empurrar com a barriga – como a vida adulta funciona a maior parte do tempo.

Um belo dia me bateu a luz, talvez pela famosa chegada na mesma idade que ele: eu descobri que ser pai não era a coisa mais gostosa do mundo. Existem pessoas (dizem) que amam a maternidade/paternidade 100%, em cada fralda suja, lição de casa, carona pro colégio – mas isso não se aplica a todo mundo e sem dúvida não se aplicava ao meu pai. Ter filhos demanda muito dos pais, durante muitos anos, fisicamente, financeiramente, emocionalmente, tudo. É um pedaço importante da vida deles, mas tem outras coisas. Eles ainda gostam de amigos, bebidas, aventuras, tudo o que eram antes de serem pais. Como vi uma piada por aí, às vezes a pessoa não estava pensando se queria um menino ou uma menina e sim numa boa bimbada. Foi muito bom quando finalmente entendi que meu pai não fazia coisas para me desagradar, ele fazia coisas para SE agradar e que, como efeito colateral, não eram exatamente o que eu gostaria. Não era o ideal, era o que tinha, e é o que tenho no meu passado e não dá pra fabricar um novo – e, vou te falar, depois de uma fase acho que nem cabe mais ficar choramingando. Ninguém é Vilão de Novela Mexicana, aquele que gasta todas as suas energias e recursos pensando em fazer coisas que atingem o protagonista. Nem por ódio, nem por amor, nem ao menos nossos pais.

Herança

praiaMeu pai chegava do trabalho e ia como um jato até o quarto, trocava de roupa e ia para a praia, onde andava por quilômetros. Tentei andar com ele uma vez e não consegui, mesmo o trajeto mais curto era muito longo. Agora, aposentado, se propõe a caminhadas longuíssimas onde cruza o centro velho de Salvador a pé. Quando minha mãe dizia “vamos” para um passeio no centro, eu já sabia antecipadamente que andaríamos a tarde inteira, num roteiro que incluía contas, lojas, pesquisa de preço, perder-se e reencontrar-se. Quando subíamos no ônibus, na volta, estávamos tão exaustas que não conseguíamos nem falar. Minha mãe que me contou que o meu pai fez um churrasco com o primeiro pedreiro que mexeu na nossa casa, aquele colocou o fechadura da porta do quartinho dos fundos de cabeça para baixo, o que exigia um certo raciocínio na hora de abrir. Meu pai sempre acaba dando um jeito de inventar umas comidas de graça, atualmente é uma feijoada feita no meio da praça numa das cidades minúsculas da ilha de Itaparica. Todo fim de ano minha mãe me fazia abrir o grande cesto de vime onde ficavam meus brinquedos e separávamos para as crianças carentes. Eu olhava para os brinquedos e avaliava se ainda os usava, se ainda os amava, ou se eles fariam outra criança muito mais feliz. Lembro de um que era uma miniatura muito lindinha de uma casa, e eu quis dar sem dó. Aí quem quis preservar o brinquedo foi ela. Minha mãe sempre foi generosa, até demais, a ponto de nos preocuparmos dela ser explorada. Era alguém lhe contar uma história triste que ela já queria ajudar e dava o que iria lhe fazer falta.

Obrigada.

Engraçadão

Não rendeu vários posts tal como Newton, mas não faz muito tempo que passei por uma fase João Ubaldo Ribeiro. Nela, li Miséria e grandeza do amor de Benedita. O livro começa com uma longa descrição da ilha de Itaparica. Oras, meu pai atualmente passa mais tempo lá do que em Salvador. Ele arranjou uma casinha numa das micro-cidades da ilha e passa semanas lá, e só volta para Salvador porque tem que resolver a vida. É outra coisa ler um livro que descreve aquilo que você conhece, é outra emoção. Você se vê no lugar, sabe exatamente de que cores e cheiros o lugar é feito. A Suzi, que me emprestou o livro e também é fã do Ubaldo, não sabia o que era um caldo de lambreta, que apenas no livro descobri que tem propriedades afrodisíacas. Ela achou que era como caldo de piranha que comeu no Pantanal – como a piranha tem muita espinha, tem que cozinhar e depois coar. Já eu fui criada comendo lambreta. A lambreta é um marisco cozinhado na água cheia de temperos. Ela deve abrir com o calor, as que não abrem vão fora, nem com alicate daria pra abrir. Lá dentro ela é uma bolinha achatada, cinza e com uma espécie de linguinha de fora. Não é nada bonito. Para servir, as lambretas e o caldo são vertidos numa travessa. Aí você vai conversando, pega uma aqui, outra lá, e no final aquela água salgada que sobra é dá um copo, o tal caldo de lambreta. Confesso que não bebi porque me deu nojinho.

Se eu achei tão legal, imagine para alguém que conhece a ilha ainda mais profundamente, que tem seu coração lá. Lembrei do meu pai na hora, que delícia que seria para ele. Quase mandei uma mensagem falando do livro, da ilha, me ofereceria para mostrar o trecho para ele, etc. Só que eu conheço o meu pai. Tentei várias coisas semelhantes ao longo da vida, várias coisas interessantes, várias informações a serem compartilhados, discussões, interesses, pensamentos. E sempre recebi variações da mesma frase de efeito. No caso do livro do Ubaldo seria:

Eu não preciso ler nada sobre a ilha, estou ocupado demais vivendo-a.

Ele acha isso – essa recusa em ver qualquer coisa sob a alegação de estar vivendo – super engraçado.

 

cachorro aham

 

Depois a gente tem um problema constante, eterno e incontornável de falta de intimidade e ele não entende o porquê.

Riscos

Naquela última temporada que eu e minha prima passamos em Salvador, decidimos não ficar em casa morrendo de tédio e saíamos à noite. Era um programa bem inocente. Basicamente íamos num shopping à beira mar, comíamos fast food, olhávamos o movimento. O ponto de ônibus ficava quase em frente e quase todas as linhas nos levavam de volta, poucas paradas depois. Aí voltávamos andando tranquilamente pelo condomínio.

 

Em frente a casa do meu pai tem um campinho de vôlei e um quadra de futebol. Estávamos voltando e de longe vi a silhueta do meu pai pela sala. Àquela hora ele normalmente já estaria dormindo e me deu a impressão de estar dando voltas. Pouco depois as luzes se apagaram e quando chegamos a casa já estava tão vazia e silenciosa como se todos dormissem há horas. Achei que ele tocaria no assunto no dia seguinte, mas não, foi como se não tivesse acontecido.

 

Eu já passava dos vinte e na minha casa, com a minha mãe, já era muito comum que eu voltasse tarde. Mas para ele foi uma experiência nova. Lembro que comentei com ela, que falou algo como “ah, agora ele sabe o que eu passei!”. Meu pai se sentiu inseguro, assim como minha mãe já se sentira. E, como ela, teve que se acostumar. Os filhos iam sair sozinhos e ver a rua. Chegariam na hora que desse vontade, ou seja, tarde. Lá fora, sem controle. No meio de estranhos, decidindo no momento para onde ir e o que fazer. Seria bom, ruim, novo. Correriam riscos. Porque é inevitável. Porque a vida é assim. Ou era.

Luzes de natal

Eu estava com o Vitinho no colo, e ambos estávamos na minha rede. Aquela, a minha, o meu lugar preferido da casa desde que eu me entendo por gente. Era dezembro. Eu calculo que tinha vinte e três anos na época, porque estava há meses de conhecer meu futuro marido e ainda não sabia. Vitinho devia ter uns… quantos anos as crianças têm quando já sabem falar e andar mas ainda são muito lindas? Andar não, correr. “Pode reparar” , me mostrou o meu pai, “que qualquer coisa que você peça pro Vitinho ou que ele tenha que fazer, ele vai correndo. Ele não tem paciência pra andar”. Era verdade, ele ia correndo, voltava correndo. Vitinho tinha toda pressa e toda energia. E tinha o corpo moreno magrinho de criança criada à beira da praia sem camiseta, um sorriso que abria à toa e formava uma covinha funda no meio de uma das bochechas. Vou chutar quatro anos, Vitinho tinha quatro anos. Então eu estava na rede com o filho caçula do meu pai, em dezembro, e já havia escurecido. Meu pai acendeu o praticamente único enfeite de natal da casa: um pisca-pisca que descia com uns fios e seguia por toda beirada da varanda. Todas as noites, Vitinho aguardava ansiosamente aquele momento. Aquelas luzes lhe pareciam tão mágicas, e ele ficava na rede comigo olhando pra cima de boca aberta.

– É tão lindo. A gente devia deixar essa luz aí pra sempre.

Aí eu disse que não, que eram luzes de natal. Luzes de natal, assim como outros enfeites de natal, tinham sua graça justamente na sazionalidade. Eles surgiam no final do ano pra demarcar que era natal, e tinham data certa para serem desmontados, que era no dia de reis, que se eu não me enganava era dia dez de… Meu pai intervém, e ignora tudo o que eu havia dito:

 

– Então se você quer a gente deixa essa luz aí pra sempre, filhinho. – e Vitinho sorriu uma covinha profunda.
Meu pai fez muito bem em deixar aquelas luzes ali. Ele já sabia – havia assistido aquele olhar pelo menos quatro vezes – que o pra sempre passa muito rápido.

Infância comum

Não era aquele um bom momento para nascer. Os pais eram novos, ainda queriam curtir. Ou a situação financeira estava ruim. Já tinham o outro filho. Haviam perdido eles mesmos alguém e estava de luto. Estavam em crise, quase se separando. Não, era um bom momento. Mas queriam um menino ao invés de uma menina. Aí veio você, fraca, insuficiente, sem levar o nome adiante. Ou você, fraco, insuficiente, sem as grandes qualidades másculas que o seu pai valoriza. Que você fosse a extroversão, ao invés de ser a introversão em pessoa. Que fosse a encarnação da beleza e popularidade, ao invés de um bicho esquisito e arredio. E com graus maiores ou menores de crueldade, a infância seguiu. Com uma mãe que deixava a sogra ou a empregada cuidando do bebê choroso, ou o pai que estava sempre nas festas ou no trabalho em outras cidades. Ou com uma mãe trancada em casa cheia de rancor, olhares críticos, insatisfeita. Um pai que, pelamor, cada vez que ele chegava o ar se tornava pedra. A comparação sempre negativa com irmãos ou primos, as palavras rudes, a incapacidade do carinho. E aquele sentimento constante de inadequação, de falta. Quem sabe o amor dos seus pais, entre eles, fosse um clube exclusivo onde não cabia mais ninguém, ou a relação soltasse tanta faísca que todos à volta ficavam machucados, a ou falta de um deles fosse irremediável. Crianças que foram amadas na infância se melhores em qualquer coisa, em tudo o que fazem, em tudo o que tocam. Crescem por aí com seus dentes perfeitos, estrelas entre os muitos amigos. Elas se propõem e fazem com tanta segurança e imediatismo que é quase como se o universo colocasse uma almofadinha debaixo dos seus pés. Mas esse não é você, claro. Nunca será, nunca foi, ser com um rombo no peito. Você, que nasceu na família, país e época errada. Você, comum.

Curtas de meia idade

“O seu cabelo está branco assim ou você faz luzes?”. Bem, pelo menos as pessoas ainda ficam na dúvida.

 

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“As pessoas mais velhas que acham que já sabem tudo, que nem ouvem o que você tem a dizer a elas – entrei naquela fase de achar que não apenas achar elas têm toda razão, como super quero exercer esse direito.

 

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Quando a pessoa te fala de princípios morais, autocríticas gigantescas e boas intenções e você só consegue ver, por detrás de tudo aquilo, que ela ainda não passou por nada.

 

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Quando você passa do estágio do perdão e começa a entender os teus pais de uma maneira profunda. Entendê-los como só um adulto pode entender.

 

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Me pego numa atitude de colecionador, de quem gosta de coisas vintage. Objetos que na época eram tão banais, agora para mim viraram símbolos, ficaram caríssimos. Não pode ser qualquer um, tem que ser aquele, pelo simples motivo de que ele estava lá.

 

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Por Deus, como eu sou lenta na hora de digitar uma mensagem no celular. Eu tentei correr atrás, mas a tecnologia cruzou a esquina e eu fiquei presa no sinal.

Meu pai

Hoje é aniversário do meu pai. Quando eu era pequena, meus irmãos se queixavam de que eu era claramente a filha preferida dele. E era mesmo. Lembro dos picolés que só eu ganhei, nas caronas ao shopping com as amigas, das fantasias de havaiana, do olhar infinitamente orgulhoso dele quando me via nadando. Uma das minhas lembranças mais antigas é de estar pendurada nele enquanto ele fazia a feira, aquela feira variada e praticamente medieval de Itapoã. O açougue era parada obrigatória do fim do trajeto, e nesse momento ele me deixava no carro esperando porque eu não suportava a visão da carne pendurada – coisa que me dá desconforto até hoje. Também lembro que o carro da empresa o deixava em casa, às vezes na porta de casa, às vezes na rua de cima. E quando eu o via chegar, largava tudo o que estava fazendo e pulava no colo dele. Eu só o largava quando chegávamos juntos em casa.
Só que os anos passaram e eu passei a ser ciente dos erros dele, dos defeitos dele, das antipatias dele. Eu era muito nova quando deixamos de ser uma família que morava toda junta e aquela filha que voltava meses depois de Curitiba, todas as férias, foi ficando cada dia mais diferente. Aquela vida que ele construiu ao lado daquela mulher que nunca gostou de mim também foi ficando cada dia mais diferente. Não sei se desde criança eu demonstrava o meu lado turrão e um sensível senso de justiça; o que ele sem dúvida não esperava é que isso um dia me voltaria contra ele. Se já não existe nada mais arrogante e dono da verdade do que uma adolescente, imagine com as características que eu citei. Ele parecia tão errado, eu parecia tão certa. Como todo radical, achava que a única forma de honrar os meus princípios era não fazer qualquer aliança com o erro. O errado era ele, então…
Agora eu tento uma aproximação talvez impossível. Impossível porque o tempo não volta atrás, os afastamentos geraram consequências e o que foi dito foi dito. O tempo passou com tal rapidez que os outros filhos dele já estão até na faculdade. Aquela casa onde eu passava as férias já não é há muito a minha casa. Até onde eu sei, nem é dele direito. Ele se deu outra casa, isolada numa ilha. Eu tenho a minha casa. Somos dois adultos, com casas. Tenho cabelos brancos, escoliose e até pouco tempo problemas de colesterol. Há muito não sei o que é ter certeza. Eu errei. Eu tenho errado, eu tenho desejado tanto sem conseguir, conseguido tanto sem merecer. Tenho voltado atrás e duvidado. Tive e tenho atitudes condenáveis, sou alguém cuja reputação de boa pessoa não resistiria a um exame detalhado e cruel. Precisei de uma vida pra entender as escolhas dele e ver nelas uma certa grandeza. Onde antes eram erros, agora vejo intensidade. No olhar dele, compreensão. O kamikaze que existe dentro de mim me dá medo de um dia estragar tudo, de queimar pontes demais e deixar de existir um lugar para mim. Olhares amorosos se transformam em gelo muito rápido que eu sei. De todas as pessoas, independente do que eu faça, eu sei que meu pai me acolhe – no seu imenso coração e na rede da sua casa.

Cartão

Eu estava passeando com o meu pai pelas Lojas Americanas. Até a adolescência, eu era louca por cartões. Sempre ia nas lojas e queria ver todos e me surpreender. Gostava dos desenhos, das cores dos envelopes, da idéia de falarem na frente algo que se completava de uma maneira imprevista depois. Então eu vi um que tinha um desenho triste na frente e dizia “a amizade dos outros pode ser preto e branca”, aí abria o cartão e a mesma figura da frente do cartão ressurgia, agora alegre e colorida – “mas a nossa é colorida”. Adorei o cartão e quis que meu pai comprasse. Queria dar de presente para a Natascha, minha melhor amiga durante toda a infância.

– Não, esse você não pode mandar. Escolhe qualquer outro cartão menos esse.

Mas eu queria aquele. Porque era o que expressava o que eu sentia, que era sem graça ficar sozinha e a Natascha era a amiga com quem eu mais gostava de brincar. Porque preto e branco na frente e colorido dentro. Porque era o cartão que falava da nossa amizade. Aí meu pai disse que não podia porque aquele cartão não falava de amizade. Que amizade colorida era uma espécie de namoros entre adultos e era disso que o cartão falava. Ia dar impressão de que eu e a Natascha éramos namoradas.

Fomos passear pelo resto da loja, quietos. Até que na hora de ir embora, meu pai começou a voltar para a sessão de cartões.

– Esquece o que eu disse, vamos comprar aquele cartão pra Natascha.
Mas aí eu é que não queria mais.

Prazo expirado

Quem não têm traumas de infância? O poder enorme que nossos pais têm sobre nós faz com que eles nos façam coisas terríveis. Coisas terríveis pequenas, como mesquinharias, vinganças, omissões, preferências, olhares atravessados. E coisas realmente terríveis, como grandes violências, injustiças, comportamentos pensados, reprováveis, repetitivos. Infelizmente, não existe psicotécnico pra ser pai. Algumas vezes, nascemos na época errada, pra compensar falhas no casamento, agravamos problemas financeiros, somos doentes ou barulhentos. Nossos pais podem não se reconhecer no nosso jeito e isso virar uma guerra. Outras vezes eles nos prejudicam porque escolheram um modo de viver incompatível com o papel que eles deveriam exercer. O fato é que ninguém parece estar a altura dessa responsabilidade.

Seja boa ou ruim, a infância é nosso ponto de partida. Meio aos trancos e barrancos, crescemos e os diversos crimes que nossos pais cometeram conosco expiram. Pra começar, crescer e sair de casa melhora imensamente nossa relação com eles. A passagem dos anos os transforma em velhos e mais frágeis, e nós passamos a ser adultos mais adultos. E a vida adulta nunca é linear como gostaríamos; os mais admiráveis princípios às vezes se desfazem à luz do dia. Cometemos erros e isso nos aproxima cada vez mais da humanidade, dos falíveis, dos nossos pais. Quem nunca erra perde a chave do sentimento de irmandade.

Este post tem uma razão muito importante: depois de uma vida inteira de luta, eu finalmente entendi e aceitei – no fundo do meu coração – a pessoa que meu pai é e as escolhas que ele fez. E descobri que o admiro.

Do Autoliniers.