4 x 7

A Anne adaptou o meme e eu resolvi adaptar também. Respondi apenas os itens onde consegui listar 7 coisas e deixei o resto (muita coisa) de fora. Também não vou passar pra ninguém, responde aí se você quiser.

7 coisas pra fazer antes de morrer
1. Viajar pela Europa com o Luiz 2. Me mudar de Curitiba 3. Aprender a tocar cello 4. Voltar a esculpir 5. Arranjar um irmãozinho pra Dúnia 6. Ser regularmente remunerada por algo que faço 7. Ler alguma coisa do Bolaño.

7 coisas que mais digo
1. Affe! 2. Virge Mary! 3. Ploft. 4. Então tá então. 5. Merda. 6. Guay! 7. Comassim, Bial?

7 defeitos meus
1. Rancorosa 2. Intolerante 3. Impulsiva 4. Compulsiva 5. Inconstante 6. Insegura 7. Orgulhosa 8. Perfeccionista 9. Ansiosa 10. Excesso de auto-crítica…

7 coisas que amo
1. Minha casa, minha vida, meus amores. 2. Escrever. 3. Pão com manteiga. 4. Fazer algo inédito. 5. Estar em movimento. 6. Ficar sozinha 7. Rir.

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Jogo do curriculo

Eu nunca tomei um porre.
Eu já roubei travesseiro de avião.
Eu nunca calculo o troco sem olhar para as mãos.
Eu já fui a um show de funk.
Eu nunca cheguei perto de uma vaca.

Eu já gostei de carne tostadinha por fora e sangrando por dentro.

Eu nunca quebrei qualquer parte do meu corpo.
Eu já usei vermelho intenso com amarelo ovo numa roupa. E os anos 80 já tinham passado.
Eu nunca dei uma segunda chance depois de ter terminado.
Eu já fui considerada gorda e anoréxica mais ou menos com o mesmo peso.
Eu nunca fui a um velório.
Eu já rasguei lente de contato dentro do olho.
Eu nunca gostei de Legião Urbana.
Eu já fui intimada a virar médium.
Eu nunca dormi com um homem de proporções ajumentadas no orgão sexual.
Eu já entrei num lugar onde não estava hospedada e tomei banho.
Eu nunca fui a uma festa de 15 anos.
Eu já fui chamada de “gênio da nova geração”.
Eu nunca tomei remédio de tarja preta.
Eu já tentei gostar de futebol.
Eu nunca pendurei poster de cantor ou banda no meu quarto.
Eu já me vi sozinha, sem falar a língua nativa e quase sem dinheiro.
Eu nunca fiz depilação à brasileira.
Eu já comi (a fruta) cacau.
Eu nunca disse não às drogas – ninguém nunca me ofereceu.
Eu já tive um rato de estimação.

Idéia da MarianaW, roubada e livremente adaptada pela Tina.

Selo Dardos

Selos de blogs são por puro merecimento. Nada te impede de entrar na página de alguém, copiar e colocar no blog. Da mesma forma que nada impede uma pessoa de entrar numa loja e mandar gravar o seu nome numa medalha… O meu troféu-selo eu ganhei da Borboleta (clica lá, porque a entrega foi linda): Prêmio Dardos, que é um

reconhecimento aos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Esse selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, sendo uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Óia as regras:

1. Exibir a imagem do selo no blog;
2. Revelar o link do blog que me premiou;
3. Escolher blogueiros pra premiar;

Regra 2 ok. Regra 1 semi Ok. Sou bem burrona pra mexer aqui. Só sei fazer as coisas que vem mastigadinhas, no blogger. Não sei colocar selo na barra lateral. Já tentei colocar outras coisas e não foi. Então vai ter que ser só nesse post mesmo, uma pena.

Regra 3 – tentarei ser inesperada. Mesmo porque eu sei que o Alessandro, o Charlles e o Milton não colocariam selos nos blogs deles. Então escolhi outros três:

Chicuta – Por querer ser vilão, pela questão dos valores só que ao contrário.

Leonardo – Por estar sempre preocupado com a questão ética, colocando-a em perspectiva.

Anne – Pelas poesias, videos, citações em conta-gotas.

Minha lista de livros

Peguei a idéia no Alessandro, que por sua vez se inspirou Luma Kimura. Gostei da flexibilização que ele deu nas regras, então seguirei o conselho dele de falar de quantos livros eu quiser e com que critérios eu quiser. Convido os leitores que acharem a idéia interessante a fazerem o mesmo. Lá vai:

1. Livro que li de pé: O doce veneno do escorpião

Eu, que nunca gasto dinheiro com livros (prefiro bibliotecas), não gastaria meu rico dinheirinho numa história real de uma prostituta. O que não quer dizer que eu não tenha ficado curiosa. Cada vez que ia na livraria, lia um pouco. É bem “tudo o que você sempre quis saber sobre a prostituição e não tinha pra quem perguntar”.

2. Livro que me surpreendeu: Marley e eu

Meu amor por cachorros nunca me levou a gostar de filmes com cachorros, então imaginei que este livro não faria minha cabeça. Mas fez. O trunfo está no fato de misturar o cachorro com a biografia da família e ser muito bem escrito. Comovente, divertido, bom até pra quem não tem cachorro.

3. Livro que não consegui terminar: Em busca do tempo perdido

Depois de muitos bocejos, daqueles que soltam até lágrimas no canto do olho, consegui chegar ao fim do primeiro capítulo. É clássico, é famoso, é referência e é muito chato. Aquelas lembranças não conseguiram me envolver nem um mínimo instante. Tempo perdido mesmo.

4. Livro que se parece comigo: Orlando

Meu amor por Orlando é irrestrito, incondicional, visceral, maior do que eu. É um livro sagrado pra mim, que entra em qualquer lista de livros que faço. Virginia Woolf, uma deusa. Ironicamente, eu não tenho esse livro.

5. Livro que está me esperando na estante: Dom Quixote

Tentei ler na adolescência, porque minha professora de espanhol disse que se matava de rir. É sempre assim, as pessoas me dizem que se matam de rir. Nas vezes que tentei, não senti nada. Tenho edição comemorativa, em espanhol, presente super especial do Luiz. Um dia…

6. Livro que não caiu nas minhas mãos: Intermitências da Morte

Mesmo antes da morte do Saramago, este livro está na minha lista. Tentei em bibliotecas, tentei com amigos, tentei comprar, tentei de tudo e não achava. Agora está em toda parte, mas o Milton me ofereceu o exemplar dele. Quem sabe agora vai!

7. Livro que li depois de ver o filme: A insustentável leveza do ser

Achei o filme bem meia boca, apesar dos atores. Peguei o livro desanimada, só pra constar, e achei maravilhoso. Mais um livro estragado pelo filme. Tentei ler outras coisas do Kundera, mas nenhuma tem tanto brilho.

8. Livro que quero ler só porque vi o filme: O crime do padre Amaro

Meu irmão mais velho, que nunca gostou muito de ler, tinha esse livro na prateleira. Ele propôs vários nomes alternativos, só lembro do “Padre também bimba”. Nem assim me animei na época. Mas o Gael me convenceu de que deve ser bom sim.

9. Livro que reli incontáveis vezes: A arte cavalheiresca do arqueiro zen

Na primeira vez, li unicamente porque era mística. Mas ele nem é tão místico quanto o nome leva a crer. Fala de começar algo novo, de expectativas, de maturidade e mudanças sutis que acontecem na nossa personalidade. Pretende pouco e consegue ser tocante.

10. Livro que recomendo a qualquer um sem medo: Cândido ou o Otimismo

Clássico, fininho, facil de achar. Não tem como não gostar dessa história. É dinâmica, divertida, irônica, inesquecível. Do intelectual ao semi-analfabeto, todos entendem a mensagem, todos devoram esse livro. Uma obra única.

Meme do Rei

Adorei o meme que a Deise me mandou e ia fazer minha lista de qualquer jeito. Porque falar de Roberto Carlos é falar de uma memória emotiva tão legal, tão particular e ao mesmo tempo tão comum. Assim como ela, eu brinquei de achar o Roberto brega porque minha mãe ouvia os discos e ele tinha foto com peninha na orelha. Depois ele começou a falar de gente-desfavorecida-pelos-padrões-opressivos-da-estética e eu achei fim de carreira. Mas estava errada. Porque as músicas dele já garantiram seu lugar no panteão dos grandes da música brasileira há muito tempo. Vai aí meu top five do Robertão, o Rei.

5- As Baleias

Devo ser a única pessoa que ficou marcada por essa música. Eu era criança e achava incompreensivel matarem baleias. Via aquelas cenas do mar todo vermelho, chorei torcendo pela Orca, a Baleia Assassina, enfim, fiquei sinceramente preocupada com elas. E como criança não tem muita noção das coisas, era como se só tivesse meia dúzia de baleias no mundo e elas fossem acabar amanhã. E o Roberto só reforçava essa impressão ao cantar

Seus netos vão lhe perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam os oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou em filmes nos arquivos
Em programas vespertinos de televisão

O resto da música pra mim é um verdadeiro videoclipe. Quando ouço a música, vejo claramente um vejo enrugado, com olhar distante, a cena do seu passado com a baleia se debatendo ao ser morta pelo arpão, os netos aos pés dele sem saber que seu avô os privou das baleias…

4- Fera Ferida

Embora a minha versão preferida seja a da Bethânia

Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e sonhos
Rasgados na minha saída

O que dizer? É a versão que fala dos momentos difíceis que vivi, das lutas que comprei sozinha, do abrigo que eu não sentia que tinha. Durante muitos anos eu me senti uma fera ferida, vivendo graças à minha força e a vontade de sobreviver. Solidões incompartilháveis, dores morais que o tempo apaga a causa mas não a cicatriz. Sempre achei essa música oposta à Lady Laura, que falava de um lugar de paz que eu nunca senti que tive. É uma música que fala de dor e da força, de feridas que sangram mas que não impedem de seguir em frente. Adoro; não tenho simpatia com a ideia de fazer da dor uma desculpa.

3 – Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Quando eu vi em algum lugar que essa música foi composta pelo Roberto em homenagem ao Caetano, quando ele estava no exílio, até pedi explicações para a minha mãe. Me senti meio traída, porque o sentido da música mudou totalmente para mim. Ela deixou de ser uma música de amor romantico para ser…

Não sei se isso é só comigo; tenho feito grandes amizades intensas com pessoas que estão de partida, mesmo que elas ainda não saibam. Quando conheci a Fábia, poucas semanas depois ela foi convidada pra trabalhar em Jaraguá do Sul. A única coisa que eu pensei na hora foi “eu sabia”. Foi assim com a Camila, que passou quase dois anos fazendo faculdade comigo e só fomos conversar quando ela já estava com tudo pronto pra ir embora. Iria visitar a família em Moçambique e se mudar direto para Floripa. Foi tudo tão rápido, tão importante, que eu gravei um CD pra ela, com a Amelie Poulain na capa (por alguma associação estranha ela acha que eu lembro a personagem) e a primeira música do CD dizia

Um dia a areia branca
Teus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar

E o resto da música era todinha a Camila. Um mundo distante, a família, a saudade, ser um estrangeiro. Hoje não sei como um dia a ouvi de outra forma.

2- Emoções

Essa foi na fase posterior à Fera Ferida. Depois que eu curti um monte as minhas dores, andei muito de preto, me senti a pessoa mais traumatizada da terra, fiz terapia, senti raiva, senti ódio… Um dia a luz do sol entrou e eu me dei conta de que

Sei tudo o que amor
É capaz de me dar
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar
Se chorei ou se sorri
O importante é que emoções eu senti

Percebi que mesmo as coisas não são completamente ruins ou boas. Que a experiência é infinitamente melhor do que levar uma vida previsível e vazia. Algumas coisas se tornaram passado, histórias para contar. E eu estava aprendendo a viver com o meu. Vi que é essa transitoriedade dos fatos que torna tudo tão importante, tão bonito e doloroso ao mesmo tempo. Ouvir essa música e ser tocada por ela só me aconteceu na maturidade. Antes eu enfrentava a vida; um dia eu aprendi a amá-la.

1- Como é grande o meu amor por você

Estavamos namorando há menos de 1 mês e era dia dos namorados. O Luiz reservou um dos melhores restaurantes da cidade; afinal, aquela noite especial depois se transformaria numa dia especial, porque meu aniversário é logo depois do dia dos namorados. Eu, que até conhecer o Luiz me arrumava em dez minutos, fiz uma produção caprichada com direito a vestido novo. O restaurante estava cheio, decorado de forma romântica. Um cantor passava de mesa em mesa com um violão, atendendo aos pedidos dos clientes. Ao se aproximar da nossa mesa, estavamos de mãos dadas, nos olhando. Ele começou a cantar:

Eu tenho tanto pra te falar
Mas com palavras, não sei dizer
Como é grande o meu amor
Por você

Sorrimos felizes e mortos de vergonha. Ninguém havia dito eu te amo ainda, não éramos loucos pra fazer uma declaração dessas tão rápido e assustar o outro. Mas já estava na cara e no coração, para sempre. Tanto que depois o cantor nos entregou o cartão dele, avisando que ele cantava em casamentos também.
***

Teria muita curiosidade em ler um top five da Anne, que tem um gosto parecido com o meu, da fã de MPB Regina, da resistente Quéroul, da eclética Ana e o erudito da PQP Milton. Será que eu descubro?

Meme das irritações

Ninguém me passou esse. Estava procurando um meme e a primeira coisa interessante que achei no Google foi esta. Nem li direito porque me identifiquei tanto com as coisas que irritam o Bruno Melo que calhava de eu repetir o post dele. Então vamos lá, o meme é “Escreva sobre 5 besteiras que te irritam“. Só cinco?

1. Na blogosfera: analfabetos funcionais

É foda: eu penso num tema, reflito sobre ele, lapido até ficar numa forma interessante de ler. Aí vem alguém do além, não lê direito o que eu escrevo e se dá ao direito de meter o pau. Por isso que os comentários são moderados. Criticar tudo bem, mas vamos concordar que a crítica deve ter alguma coisa a ver com que é dito no texto? Coincidência ou não, esses analfabetos funcionais adoram anonimato e miguxês.

2. No restaurante: quem se serve como se estivesse na Cerimônia do Chá

Todo mundo que come em buffet já passou por isso. Você com fome e com pressa (porque estar com pressa já é um estado de espírito num buffet) e alguém na sua frente resolve contemplar a comida. Olha as inúmeras opções, reflete, respira… enquanto a fila se avoluma. Aí na hora de se servir, faz questão de pegar 367873 grãos. Nem a mais, nem a menos. Pra isso, se serve de infinitas colheradas e chega até a devolver comida.

Essa é a versão pessoa-chata-na-sua-frente. Na versão pessoa-chata-que-está-atrás, eu me irrito com aquela pessoa que não se serve de nada e fica atrapalhando você. Aí a gente se serve correndo, achando que a pessoa quer justamente aquilo que estamos nos servindo. Só depois você percebe que o mané só queria aquilo que estava láááááá no fim do buffet. Então por que não deu a volta de uma vez???

3. Na filosofia de vida: vegetarianos radicais

Pra esse tipo de gente, não basta não comer carne: tem que encher o saco de todo mundo que come. Eles fazem cara de horror e discursam cada vez que alguém cita um bife. Todos os males do mundo se resumiriam ao fato de comer ou não carne; há poucos dias eu ouvi que o potencial da humanidade é viver 150 anos e não chegamos a esse número pura e simplesmente porque comemos carne. Isso sem falar que tudo é comparável a carne – ai do carnívoro que reclamar de guerra, violência ou espancamento de cachorro perto de um vegetariano. Ele logo será tachado de alguém tão violento quanto porque come carne.

E sabe o que é mais irritante ainda? Que essas pessoas tem um determinado perfil: são jovens, bem nascidos, fazem yoga do DeRose, universitários. Assim que deixam de ser qualquer uma dessas coisas, eles voltam a comer carne. Porque ser vegetariano quando se tem tudo na mão é muito fácil – quero ver ser vegetariano ganhando mal ou comendo em refeitório de empresa. Dá vontade de dizer: “Meu filho, se daqui há 5 anos você continuar vegetariano a gente conversa”. Palavra de quem não come carne vermelha há mais de 15 anos.

4. Na biologia: o aparelho reprodutor feminino

A natureza estava de sacanagem (no mau sentido, o figurado) quando criou o aparelho reprodutor feminino. Ela deixou todas as vantagens com os homens e todas as desvantagens com a gente. Pra começar, aquela antiga queixa: homens podem fazer xixi de pé, enquanto nós temos que nos equilibrar sobre privadas sujas ou segurar o xixi até encontrar um lugar limpo. E os cuidados, as inseguranças, os micos e os gastos que menstruar todo mês nos causa? Como dizia a minha mãe, pior do que menstruar só parar de mestruar.

Sabia que a muitas doenças venérias ficam invisíveis (e até mesmo assintomáticas) nos homens e se manifestam nas mulheres? Porque a vagina é uma caverna escura e quentinha, perfeita para bactérias. Ou seja, o homem esfrega seu bilau em qualquer lugar e continua ótimo, enquanto com as mesmas bactérias a gente faz banho de assento e toma antibióticos. E os critérios de beleza, que agora invadem o que até pouco tempo era chamado de vergonha? Bigodinho de Hitler, virilha profunda, carequinha… como se já não bastassem todos os cuidados com pernas, axilas e buço, o machão que leva uma mulher pra cama pode se dar ao direito de ter nojinho se encontra pêlos lá?

5. Nas celebridades: Paris Hilton

Menos pela Paris Hilton em si e mais pelo que ela representa. Antes, para se tornar uma celebridade, era preciso se destacar em alguma coisa. Nem que essa coisa fosse somente o rebolado. Hoje em dia é possível ser famoso através da fama. Esse é o caso da Paris Hilton. Ela é famosa por ser famosa. Ela não faz nada, e nas poucas vezes que fez alguma coisa seu desempenho foi medíocre (dizem que até video do boquete é ruim). Ela vive de festa em festa e nem mau exemplo o suficiente é.

Não existem mais limites na tentativa de aparecer. Fico pensando nas pobres coitados que fazem de tudo para serem famosos. Que fazem plásticas esdrúxulas, que aceitam serem filmados 24 h, que topam comer olho de cabra. Hoje em dia, até ser flagrado fazendo boquete é uma honra se o video conseguir causar algum impacto. Porque tem gente que paga pra aparecer, não importa como e nem porquê. No outro extremo, há celebridades tão celebradas que não podem nem pintar o cabelo em paz. Menos, né?

Será que adianta repassar em meme pra alguém? Adoraria ler a irritação de: Ricardo, Anne, Pickler, Ligia, Julie, Queroul e .

As verdades de um meme mentiroso

Então, o meme mentiroso foi um sucesso. No final das contas, ninguém sabia mais o que era verdade. Nem a Teca, que me vê quase todos os dias, consegui acertar tudo. Vamos primeiro às mentiras:

1. Desde criança, de uma maneira ou de outra, eu sempre dancei.
A Anne, leitora fiel e amiga, está certa. Mas em defesa da Teca, devo dizer que não escrevi que sempre dancei ballet pra não facilitar pra ela. A verdade é que eu peguei ódio de ballet quando era criança e passei quase a vida toda detestando dança. Fiz um pouco de dança de salão, mas não levava à sério e era mais pra pegar homem. 😛

4. Prefiro vinho a cerveja.
Quem me conhece pessoalmente sabe que eu não prefiro nada, porque não bebo nenhum tipo de bebida alcóolica. Não suporto o cheiro, não gosto de gente bêbada perto de mim. Sim, eu sou chata.

5. Não vivo sem meu mp3.
O Luiz até tentou me dar um, mas eu o impedi. Não gosto de vento geladinho incomodativo que o fone faz dentro da orelha. (Sim, fone de ouvido faz um”vento geladinho incomodativo”!)
No mais, o ballet me deixou neurótica com peso; sou incapaz de imitar sotaques; sou um desastre na cozinha (não que eu não saiba cozinhar, é que minha comida é muito ruim!); raramente uso mas sei andar de salto (como observou a Flávia, me equilibro em coisa pior!) e sobre o rato, vai aí um retrato da blogueira quando jovem:

O nome dele era Thor. Depois de ensiná-lo um semestre inteiro, fiquei com dó de deixar o bichinho virar comida de cobra.

Meme mentiroso

A Sil nem passou pra mim, mas achei fascinante a idéia de contar 6 verdades e 3 mentiras a meu respeito. Será que consigo enganar alguém?

9 Caminhante´s facts:

1. Desde criança, de uma maneira ou outra, sempre dancei;

2. Eu pegava onda na minha adolescência;

3. Eu já tive um rato de estimação;

4. Prefiro vinho a cerveja;

5. Não vivo sem meu mp3;

6. Sou uma vergonha pro sexo feminino em matéria de cozinha;

7. Eu sei andar de salto alto;

8. Não sei imitar sotaques;

9. Ultimamente, me tornei neurótica com peso.

Será que adianta tentar passar o meme pra alguém? A idéia é tentar descobrir o que é mentira e escrever as suas próprias. Quem quiser, é só roubar… 😉

Meme da página 161

Meme passado pela Anne, do Belos e Malvados. Como sempre, não vou indicar ninguém porque sou impopular e as pessoas que eu indico nunca respondem (desconfio que não leem o meu blog). Então, quem quiser se sentir convidado, fique à vontade.

Regras:

1º: Pegar o livro mais próximo:

2º: Abrir na página 161

3º: Procurar a quinta frase completa

4º: Colocar a frase no blog

5º: Repassar para cinco pessoas.

Aqui no escritório tem um monte de livros, então vou pegar o livro que eu estou lendo que está mais próximo. É o Confieso que he vivido, do Pablo Neruda. Ei-la:

“Si usted, blanca señora, o más bien los tuyos, hubieran sido secuestrados, golpeados y encadenados, por una tribo más poderosa y luego transportado lejos de una Inglaterra para ser vendidos como esclavos, mostrados como ejemplos irrisorios de la fealdad humana, obrigados a trabajar a latigazos y mal alimentados, que habría subsistido de su raza?”

A citação segue ainda mais interessante. Coloquei entre aspas porque nessa parte, Neruda está contando a história de Nancy Cunard, uma amiga de origem nobre que escandalizou a Inglaterra da década de 30 ao se casar com um negro. Depois de ser deserdada pela mãe, enviou para toda aristocracia inglesa um livrinho entitulado Negro Man and White Lady Ship. A citação acima é um pedacinho do tal livro. Se ficou com vontade de ler o resto, é só comprar o Neruda. Ou procurar o livro numa livraria e abrir direito na página 161. 😉

(Curiosidade: eu já havia respondido esse meme antes.)

Cinco curitibanidades

Um dos grandes atrativos do blog da Deni (uma das minhas recentes aquisições aí do lado) é justamente o prosaico diferente do nosso prosaico. Ou seja, o barato que é perceber que outras culturas fazem de maneira diferente o que a gente nem sabe que pode ser diferente.

Por isso, vou colocar aqui algumas coisinhas que eu considero prosaicas em Curitiba. Pra isso, uso da minha autoridade (cof, cof!) de paulistana que passava as férias em Salvador e praticamente só tem amigos de fora. Sei que nem estranho tanta coisa assim e vou ficar longe de esgotar o assunto, mas vale pela curiosidade:

Sempre jogar lixo no lixo

Esse é um dos grandes orgulhos curitibanos e não tem como não reconhecer. O curitibano típico sempre está a procura de lixeiras e, se não as encontra, enche os bolsos. Simplesmente dói nos olhos ver alguém jogar lixo no chão. Isso sem falar nas lixeiras seletivas; como disse uma amiga do Rio, jogar lixo aqui dá o maior trabalho – a gente fica com o troço na mão se perguntando se ele é vidro, papel, metal ou orgânico.

Chamar favelado de “vileiro

Isso é recente e tem uma boa explicação: há pouco tempo atrás, a prefeitura achou que ficava feio chamar certas regiões de favela. Por isso, todas elas foram rebatizadas com nomes mais bonitos, sempre começando com Vila – Vila Bom Menino, Vila das Torres… daí pra maloqueiro ser chamado de vileiro foi um pulo.

Passar calor em ônibus

Os ônibus daqui já foram projetados de uma maneira muito especial: a janela de quem está sentado não abre e pra quem está de pé só abre duas frestinhas, sendo que a maioria delas é emperrada. Claro que isso torna os ônibus ambientes de “calefação natural” (pra ser gentil) e propagação de doenças (pra ser científica). Pra piorar a situação, o pessoal adora deixar a janela fechada – mesmo no verão. Não sei se eles não sentem calor ou o quê. Quando chove, esqueça: as pessoas preferem cozinhar lá dentro do que abrir um pouquinho a janela. E quando você abre, corre o risco de fecharem ostensivamente logo depois.

Detestar carnaval

Em outros lugares do país, a gente pode apanhar se disser que odeia carnaval. Aqui, detestar carnaval é o normal. Não é à toa que temos o pior carnaval do país (na opinião de quem gosta, porque pra quem não gosta é perfeito!). O nosso desfile de escolas de samba, que acontece na Cândido de Abreu, é um evento patético onde você tem vontade de rir (e tem que se conter pra não apanhar) ou sai deprimido. É o único lugar em que as passistas depois de desfilarem voltam correndo pra trocar de fantasia e entrar de novo, porque as escolas vivem sendo punidas por não terem o número mínimo de pessoas em cada ala.

Ter pavor de aranha marrom

Se alguém disser que viveu em Curitiba e não tem medo de aranha marrom, pode ter certeza de que o sujeito é um farsante. Elas são uma verdadeira praga. Todo mundo já encontrou uma, já quase colocou o pé ou a cara em uma, já matou uma e conhece alguma história tenebrosa de quem foi picado e teve necroses ou reações alérgicas horríveis*. Pior de tudo: picada de aranha marrom não dói, o que obriga a pessoa que acabou de encontrar com uma fazer um auto-exame pra ver se nada está apodrecendo.
* é só digitar “aranha marrom” do Google Imagens pra achar fotos horríveis. Quis poupar os leitores, mas fica a dica.

Memes

Eu adoro meme, então me ofereci pra fazer os que a Anne postou. Lá vai:

Nº 1

As regras são:
1. Linkar a pessoa que te indicou.
2. Escrever as regras do meme em seu blog.
3. Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4. Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
5. Deixe a pessoa saber que você o indicou, deixando um comentário para ela.
6. Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

1º coisa: Eu adoro massa de coxinha. Como não como frango, como aquela tampa e obrigo o Luiz a comer o recheio (detalhe: o Luiz odeia frango)
2º coisa: Meu senso de direção é vergonhoso. Quando vou em algum lugar desconhecido, nunca sei de onde eu vim quando saio do prédio.
3º coisa: Sou a digitadora mais rápida que eu conheço. Anos de prática.
4º coisa: Detesto doce de leite, torta de limão e doces muito doces.
5º coisa: Desde que me mudei pra casa, passei a dormir mal quando chove.
6º coisa: Eu nunca vi Lagoa Azul.

nº 02:

É preciso…

– Passar para 5 pessoas. – Assim que responder, me enviar um comentário avisando. – Não esquecer que é um meme feito pelo blog Assuntos Assim* , direitos totalmente reservados.

01. A última pessoa com quem falou hoje: Luiz.

02. A última coisa que falou: Diga uma coisa diferente a meu respeito, algo que as pessoas não adivinham sozinhas. (pro meme anterior)

03. A última pessoa com quem se reconciliou: Fábia.

04. A última pessoa com quem brigou: Idem.

05. A última pessoa que falou de Deus pra você: Eu fiz um programa de índio e fui pro Nataleluia. Conta? Blerghblergh pra esse item!

06 O último lugar que você gostaria de estar: Num lugar cheio, quente e barulhento.

07. O último livro que leu ou que está lendo: Estou lendo Confieso que he vivido, Isabel Allende: vida y espíritus, El general en su laberinto e terminei há pouco Dona Flor e seus dois maridos.

08. O último presente que ganhou: um calendário de ideogramas, da minha tia.

09. A última coisa que gostaria de estar fazendo: faxina.

10. O último telefonema feito ou atendido no seu celular ou telefone: minha mãe.

11. O último conselho que deu e pra quem deu: Ih, não sou de dar conselhos… Acho que foi pra Teca não se preocupar em mandar cartões postais pelo correio durante a viagem.

12. A última vez que chorou e por quê: revendo Wall-E. Foi no final do filme.

13. O que faria hoje se fosse seu último dia de vida? não desgrudaria do Luiz.

Olha, como só tenho meia dúzia de leitores (é verdade, é só olhar meu Tecnorati) e ainda por cima tem muita gente viajando, não vou me dar ao luxo de indicar ninguém. Quem um dia aparecer por aí e ler isso, favor aderir. Se escrever me avisando é melhor, porque aí não vou me sentir falando para ninguém!

* não achei o link

Lista das quatro coisas

Eu sei que essas listas são mais interessantes pra quem escreve do que prá quem lê, mas blog é pra isso mesmo. Sem dizer que é um post comemorativo, porque sem querer reencontrei um blog que eu gostava muito de freqüentar, antes mesmo deste blog existir – o Belos e Malvados. A lista estava lá, junto com as poesias que dá vontade de anotar e a beleza do mundo dentro de Feira de Santana.

Vamos lá. E quem quiser fazer, sinta-se à vontade.

Quatro empregos que já tive: (vale não remunerado?)
– secretária
– artesã
– vendedora de curso de inglês
– auxiliar de professora de dança de salão

Quatro filmes que assisto sempre que passam:
– Matrix
– Uma linda mulher
– O fabuloso destino de Amelie Poulain
– Senhor dos Anéis

Quatro programas que gosto na tv:
– CQC
– O Aprendiz
– Top top MTV
– Caldeirão do Huck

Quatro pessoas que me mandam e-mail regularmente:
– Claudia
– Grupo de pesquisa em sociologia da saúde
– Meu marido
– Yiuki

Quatro coisas que não sei, mas deveria:
– dirigir
– cozinhar
– ganhar dinheiro
– pensar no futuro

Quatro coisas que faço diariamente:
– acesso internet
– ouço música
– almoço fora
– carinho na Dúnia

Comidas que gosto:
– pinhão
– arroz integral
– purê de batata
– pão com manteiga

Quatro objetivos a curto prazo:
– parar de sentir dor no joelho direito
– procurar o meu pêndulo
– ensaiar a coreografia pra apresentação de sábado
– recomeçar a ler o Neruda.

5 personagens marcantes

Já que faz tempo que ninguém me envia um même, inventarei um. Vou colocar aqui 5 personagens da literatura que, de alguma maneira, foram marcantes.

A eleição de personagens já retira da lista alguns livros bons. Em autores como Saramago ou García Marques, há uma grande história faz com que os personagens sejam coadjuvantes. Ou no caso do Kundera, eu classificaria todos os personagens como marcantes e me sentiria injusta de escolher apenas um. Com Dostoiéski, me vejo um pouco em cada um, como se fossem arquétipos. E se tivesse lido Camus há menos tempo, provavelmente ele estaria na lista, mas agora não sei citar ninguém dos livros dele em especial.

Feitas essas ressalvas, vamos à lista em si:

5º lugar: Marley
Um dia eu vi na livraria a edição especial com fotos do Marley que não aparecem na edição comum. E me emocionei lá, de pé. Fui no Youtube procurar por ele, olho pra todos os da raça dele com mais simpatia. O livro nos faz amar o Marley como se fosse nosso – e amar ainda mais o cachorro que temos ao nosso lado.

4º lugar: Liesel
Como pode uma criança sofrer tanto e seguir em frente? É como se a resposta pra ela pudesse garantir que a gente também consegue ir em frente apesar da morte e da dor da separação. Dá vontade de pegar a Liesel no colo e levar pra muito longe…

3º lugar: Brás Cubas
“Se bela, por que manca? Se manca, por que bela?” Como não gostar do cínico e verdadeiro Brás Cubas? Só mesmo quem gosta de se ver muito melhor do que realmente é. Eu li o livro e me perguntei se eu não seria como ele e não estou sabendo.

2º lugar: Capitão Birobidjan
“Iniciamos agora a construção de uma nova sociedade” – essa é a máxima do Capitão. E é repetida durante o livro inteiro, porque é difícil construir sozinho. Sem dizer que o livro é muito engraçado. Não sei se pela teimosia, pelo ideal marxista, pela persistência em tentar levar sentido pra tudo o que faz… fiquei encantada com o Capitão e agora vivo querendo iniciar a construção de uma nova sociedade também.

1º lugar: Orlando
Por fora, a vida de Orlando muda de maneiras que ninguém conseguiria. Muda de idade, gênero, atividade, vive centenas de anos… Por dentro, Orlando tem um olhar apaixonado pela vida – às vezes melancólico, outras vezes divertido – algo que parecia não existir fora de nós. Anos sem importância podem ser resumidos em uma frase, enquanto uma paixão pode consumir capítulos inteiros. Orlando é o meu amor literário da minha vida.

Eu passo a bola pra: Imagens, DoritosBaka, Alessandro Martins, Rota de Fuga e Pseudoblog.

Meus vídeos preferidos do youtube

Recebi a corrente do Ale e adorei. Na realidade, muitos de meus vídeos preferidos já foram postados, como o Rivaldo, sai desse lago e Coro de Helsink. Então, colocarei outros muito bons e inéditos.

Polina Semionova num clipe alemão

Como meu interesse pelo ballet é uma coisa recente, eu ainda sou bem inculta nesse item. Quando a gente entre no youtube e digita ballet, é o primeiro clipe que aparece. A gente acha lindo, quem saber que é ela, que música é. Depois eu acabei descobrindo outros vídeos e outras bailarinas. Mesmo assim, o vídeo ainda me toca. A bandida da Polina é boa mesmo. Não é a toa que ela é a primeira bailarina de Berlin.

Propaganda Renault Logan

Eu adoro comerciais. Já passei horas me divertindo no youtube vendo tudo quando é comercial. Os de bebidas alcólicas (não me pergunte o porquê) costumam ser os melhores. Depois são os de carro. Esse é fofo que só. Uma amiga que estava no Chile que descobriu. Pena que no Brasil a propaganda do Logan seja outra. Perdemos nós.

Arnold Schwarzenegger promotes Brazil

Esse é pra categoria Aimeudeusquecoisatosca! É pra ver com um olho e tapar o outro, de vergonha. Até que ponto a gente merece uma imagem dessas no exterior? A cena da mulher com a cenourinha me faz pensar que um bom pedaço…

Kirk e Spock

Eu sou fã da série Star Trek e não vejo nada nenhum sacrilégio neste clipe. Aposto que você nunca mais vai ver os dois da mesma maneira…

Saturday Night Live – Hugh Laurie in Office Intervew

Eu tenho vontade de fazer UUUUuuuuuuUUUuuuuu cada vez que vejo o Hugh Laurie. Lindão, engraçado, inteligente, excelente ator, culto, maravilhoso, simpático. E esse vídeo é muito engraçado. Desde a primeira vez que assisti, tenho que me conter pra não fazer UuuUUUUuuu por aí cada vez que gosto de alguma coisa!

Agora eu passo a bola para: Imagens, Perhaps, Paixão e Liberdade, Colcha de Retalhos Organicos e Eu Nua.

Cinco coisas legais pra fazer em Curitiba

Ela me passou esse même que tem um tema muito bom: escrever sobre 5 programas legais na sua cidade. Afinal, quem melhor pra indicar o quê fazer do que alguém que mora num lugar? Sempre quando vejo a Ópera de Arame e o Memorial Ucraniano do Parque Tingüi como bons programas pra se fazer em Curitiba, penso o quanto esses guias não são confiáveis. No primeiro caso, porque a Ópera é um parque grande e sem graça, e a estufa é muito pequena e decepcionante; no caso do Memorial, porque pra se chegar lá a gente tem que cruzar o parque todo – dentre as churrasqueiras, cachorros de rua e gente feia – pra chegar numa construção sem graça que não tem nada pra ver.

Deixa pra lá, agora vamos ao meu Top 5 curitibano:

Rua XV de novembro: fica bem no centro, é onde tudo acontece. É o famoso calçadão que o Jaime Lerner criou. Se você seguir pelo calçadão de cima abaixo, vai ver de tudo um pouco: começa na Praça Santos Andrade, com o prédio da Universidade Federal e o Teatro Guaíra. Passa por várias construções históricas, shoppings populares, banquinhos, floreiras, restaurantes. Aí você chega na Boca Maldita, onde tem estátua-viva, artesanato, cantores, manifestações políticas, o prédio do HSBC (onde tem a apresentação de natal) e todas as coisas mais importantes da cidade. O passeio termina na Praça Osório, onde tem as deliciosas feirinhas temáticas (Páscoa, Natal, Junina, etc), onde se vende comida e artesanato. Visitar Curitiba sem ir à XV é não visitar Curitiba.

Feirinha do Largo da Ordem: acontece desde que eu me entendo por gente, todo domingo de manhã. São quilometros de feirinha, que reunem o melhor do melhor do artesanato curitibano. A prefeitura faz uma seleção rigorosa dos trabalhos, pra que ela tenha produtos variados e realmente artesanais. Têm brinquedos, roupas, plantas, discos, bijoux, comida, incenso… não há nada de interessante que não tenha lá. É impossível passar por ali sem ter vontade de comprar alguma coisa. Isso sem falar das lojas das imediações, que ficam abertas e vendem coisas igualmente diferentes.

Restaurante Jagannatha: Curitiba só tem dois restaurantes indianos, e o Jaga é um deles. Só que ele tem a característica de ser um restaurante védico indiano, ou seja, ele é hare-krishna. Nenhuma comida leva carne, alho ou cebola. Como toda comida indiana, ela cheira maravilhosamente bem e você come aquelas coisas deliciosas sem ter a menor idéia do que causa aquele gosto. O ambiente é bem decorado e os preços acessíveis. O dono do restaurante é um argentino figuraça. Embaixo tem uma loja de produtos indianos. Fica perto do Shopping Müeller, dá pra estacionar lá. O endereço é Rua Paula Gomes, 123.

Museu do Olho: ir pra lá tem muitas vantagens. O próprio museu já é um daqueles passeios que levam o dia inteiro. No primeiro fim de semana do mês a entrada (5 reais) é grátis. Sempre tem umas 5 exposições ao mesmo tempo e raramente a gente consegue ver tudo. Sem falar do próprio museu: o túnel lá embaixo, subir na parte do olho, o espelho d’água, o pátio das esculturas. Atrás do museu virou ponto de encontro pra donos de cachorros, que soltam seus bichanos por ali. Pertinho também é o Bosque do Papa, um lugar muito tranqüilo, com as casinhas polacas e doces típicos.

Shopping Estação: eu não poderia deixar de colocar um shopping, porque esse é o programa mais curitibano que existe. Os curitibanos não saem do shopping. Como disse uma vez o Ale, se shopping passasse a ser proibido, os curitibanos construiriam shoppings subterrâneos. O que distingue o Estação é que ele é arejado, tem tunel de água, bichinhos de planta e é todo bonitinho. As lojas lá são o de menos. Lá dentro tem o Museu do Perfume, que muita gente aqui não conhece mas é um programa imperdível. Ele faz uma história dos odores, fala um pouco da fabricação do perfume e na parte de cima tem as propagandas antigas. É o máximo, eu me matei de rir todas as vezes que fui lá.

Agora passo o même para uma Belorizontina orgulhosa, pr’ Aquele que não tem o que dizer nas montanhas, para o mestre cuca Aleatório, os paulistanos dos Criadores de Imagens. E vamos ver o que mais gente tem a dizer sobre Curitiba: Alessandro Martins e Catatau.

5 objetivos para 2007

Ai, ai…

Pra falar a verdade, desenvolvi um certo medo de fazer planos e uma supertição de que falar deles por aí faz com que as coisas não aconteçam. Fruto de fases da vida em que uma limitação intransponível – dinheiro – fazia com que fosse inutil desejar demais. Por isso, o convite do Alessandro me fez pensar agora no que eu pretendo pra 2007. Vamos lá:

1- Começar a dar aulas:
Esse é o grande momento, pra qual estou me preparando há 4 anos. As pessoas saem da faculdade de sociologia e vão dar aulas por falta de opção. No meu caso, é paixão mesmo. Sempre quis dar aula e sou tão apaixonada por sociologia que chego a ser chata. Apesar do mestrado, estou morreeeeeendo de medo de não conseguir. Eu entraria na Federal, mas no ano passado entraram 2 substitutos. Vamos ver se alguma faculdade de direito ou coisa assim me aceita.

2- Desencalhar minhas peças:
Olha, esse negócio das minhas peças é um transtorno tão grande na minha vida que as pessoas não fazem idéia. Quando eu digo que se pudesse largava esse troço de ser escultora as pessoas acham um sacrilégio. É muito lindo pra quem está de fora, mas passar quase 7 anos trabalhando em algo sem ter reconhecimento é de acabar com qualquer um. Eu meio que desisti de Curitiba, dessa panela, dessa vida cultural parada. Vamos ver se outros lugares me acolhem melhor.

3- Receber os amigos em casa:
Eu não sei como ainda tenho amigos, depois desses últimos 2 anos sem tempo pra nada. Eu até tentei receber uns amigos aqui, mas sem sofá é foda. Agora, eu tenho um sofá e uma bola verde \o/- já posso receber sem apelar pro banquinho (único) da cozinha. Eu estava planejando promover grandes partidas de War aqui, mas o Walter não comprou o War e o projeto foi abandonado. Bem, de qualquer modo, eu quero trazer uns amigos pra cá, incrementar minha vida social.

4- Transformar minha dissertação em livro:
É grana pra fazer as cópias e deixar nas editoras. Essa coisa chata de mandar pra um lugar, mandar pra outro e esperar. Acho que na da UFPR eu tenho mais chance. Eu escrevi a dissertação no estilo mais leve possível, pra ficar gostoso de ler. Desde o início fiz pensando num público maior. Não nego que tem a vaidade de publicar um livro, e eu já desisti da ficção há muito tempo. Além disso, minha banca de mestrado falou pra eu publicar e é realmente um trabalho que merece ser divulgado.

5 – Engatilhar um doutorado em Sampa:
Essa parte é um nó. Por mim, eu levaria mais uns anos pra pensar em doutorado. O problema é que meu orientador já queria que eu entrasse no ano passado. Ele está me pressionando muito e como eu continuo fazendo parte do grupo de estudos e quero dar aulas, não tem motivo pra eu me negar a fazer. O problema é que eu não quero continuar estudando a mesma coisa, na mesma área de sociologia e com os mesmos professores… Vamos ver se eu engatilho alguma coisa na USP ou na UNICAMP e mato dois coelhos com uma caixa d’água só.

Como faz parte do jogo passar o meme pra outros 5, os indicados deste ano são:
Pessoinha em Fuga
Perhaps
Pseudoblog
Liberland
Eu nua