Uma vitória pessoal que me deixa muito feliz

saída natação

Alguém aqui lembra que eu disse que aprendi a saltar na piscina depois de velha? Tem a primeira parte aqui e a segunda parte aqui. De lá pra cá, eu persisti. Duas coisas que aconteceram meio juntas: o FB estava com um lance de mostrar desafios. Tinha uns que queriam aprender a dançar, outros que queriam ser alongados e encostar o dedo dos pés. Eles se filmavam e mostrava em alguns minutos a evolução de meses e todos ficavam melhores com a persistência. E eu li também o Outliers, e nele percebi o quanto estamos numa cultura que não valoriza o esforço; como brasileiros e até como ocidentais, tendemos a acreditar muito mais no talento, o que nos leva a nem tentar muito caso não tenhamos facilidade desde o começo. Me impus a um programa de sair da minha aula e dar um pulinho ou dois de cima do bloco. Só isso, quase que como para constar, como quem assina um livro ponto.

Uma coisa que eu notei, e que demorou muito, foi o sentimento de vergonha. Uma vergonha, uma humilhação, como quem se dá um castigo. Nos campeonatos, caída na água e disparava, sentindo meu rosto vermelho debaixo d´água e com isso queria que pensassem: ela deu uma barrigada, mas em compensação é boa pra caramba! Em dias ruins, quando estou triste e sem confiança, ainda hoje não vai. Meses e meses de sentir que estava me castigando. Subia no bloco achando uma porcaria, pra dar um salto porcaria. Enquanto essa sensação irracional persistiu, eu avancei muito pouco. Ou sentia que não avançava nada. Percebi a importância de onde eu olhava, mudei minha posição no bloco, sentia que não conseguia colocar força nas pernas. Só percebia, não que eu conseguisse fazer. Mas do que trabalhar a técnica, eu estava enfrentando uma barreira psicológica bem dura. Eram como os anos que o cara do Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zeno conseguia nem segurar o arco direito.

Um dia, numa outra piscina que não a que eu nado sempre, percebi que saltei melhor. Era uma questão visual – como aquela piscina estava cheia até a borda e a minha tem uma distância, naquela eu me sentia menos alta. Aquilo me deu um clique. De repente eu percebi que estava dando certo, que eu podia fazer. A sensação de humilhação passou. Ao invés de um salto e olhe lá, algumas vezes tentei muito mais – eu estava sentindo prazer. Prazer de voltar pra água, prazer de pular, prazer de tentar de novo. Meu desempenho melhorou instantaneamente.

No último meeting que participei, já nem estava mais preocupada com saída nenhuma. Desde que mudei de categoria, passei a quase nem ganhar nada, tem muita gente melhor do que eu, melhor num nível que eu não ganharia delas nem de pés de pato. Mas gosto de participar ainda mais do que antes. De todas as provas que iria disputar, a única que eu tinha chance de pegar um terceiro lugar – porque tinha menos fortonas concorrendo – era a dos 100 metros livre, e mesmo assim seria um terceiro disputado. Fui pra prova com sangue nos zóio e consegui meu terceiro. Dias depois, quando fui para aula, meu professor perguntou se alguém comentou sobre a minha prova de 100 metros. Comentou?

-Olha, você fez a melhor saída da sua vida! Foi muito bom, você caiu muito longe, foi incrível. Eu e o Eduardo estávamos acompanhando e, assim que você caiu na água, nos dois soltamos um grito. Lá é campeonato, o bloco era melhor, tem um monte de fatores, mas mesmo assim! Pra gente que te acompanha desde o começo…

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Curtas aprendizagens

trufas

Uma torneira começou a ficar chata de fechar, até que chegou um ponto que ela pinga sem parar. Já sei que é uma borrachinha que fica bem na ponta da torneira e ela arrebenta com o tempo e tem que trocar. Sei também que pra quem tem o material, é estupidamente fácil. E entrei em contato com o vizinho que troca antes das gotinhas virarem jorro e dei um prazo largo pra ele vir, pra depois não vir me cobrar os olhos da cara.

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Passei muito mal na semana logo após as eleições, um desanimo digno dos dias depressivos das piores fases da minha vida. Aí acabei comentando com uma que me parecia boa pessoa, que estava decepcionada com a espécie humana em geral, e ela falou: agora é torcer. Meu desânimo só me permitiu dizer que torcia para que ele fizesse o mesmo dos seus trinta anos de vida pública, ou seja, nada. Agora ganhei mais uma pessoa que me hostiliza.

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Mas: 1. Há muito tempo eu sei que gostarem de mim é apenas bônus, que as pessoas não têm obrigação desde que ajam com profissionalismo. 2. Isso vai me dar o motivo que eu estava precisando para não ir em confraternização. Como já disse antes, estou decepcionada com a espécie humana em geral.

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Tem uma bandeja com docinhos perto do caixa, vários sabores, todos parecem bons. Pergunte pro caixa qual o mais gostoso deles, ele sem dúvida já provou todos.

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Eu fui num cartomante três vezes. Digamos que foi como se nas três ele dissesse a mesma coisa, com a desvantagem que ele foi falando cada vez menos. Reli essas anotações e é interessante como a gente só ouve o que quer, só dá destaque ao que quer. De lá pra cá, algumas coisas dentro de mim mudaram de tal maneira que o que era ruim agora me soa como algo bom. Estou dizendo para o Universo: agora eu quero, se era isso que faltava, manda!

Mais de 10000 saltos horríveis

Não cheguei a comentar sobre isso nos posts que escrevi sobre o livro Outliniers (um post aqui e outro aqui). Não deve ser novidade pra quem é da área de educação. Lá fala que tem um estudo que diz que, por algum motivo, alguma questão estrutural do cérebro, são necessárias pelo menos dez mil horas de prática em qualquer para um ser expert. Aí o livro examina histórias de talentos que nos parecem precoces, como Bill Gates e Mozart, e mostra o que os tornou precoces aos nossos olhos foi o fato de terem juntado dez mil horas mais cedo do que os demais. Sobre Mozart, o autor até mesmo diz que as tais primeiras composições que ele fez quando era criança não passavam de colagens de músicas da época, provavelmente feitas com o auxílio do pai. Que as primeiras composições revelantes de Mozart são quando ele já tinha seus vinte anos, o que o torna até um músico de amadurecimento tardio (!!!).

Essa teoria me estimulou a tentar algo meio inédito: tentar fazer uma saída (aquele salto maledeto pra entrar na água) decente. Quem nada desde criança salta lindamente na água, parecem uns peixinhos voltando pro aquário. Quem começa a nadar depois de adulto dá vergonhosas barrigadas e/ou um salto sem impulsão. Como é frustrante, todo mundo deixa por isso mesmo. Eu me impus o desafio de fazer pelo menos uma saída por aula, geralmente faço mais. Será que um dia, na terceira idade, vou conseguir enganar os olhos mais treinados e parecer que aprendi a saltar desde criança? Aguardemos.

É só posicionar os pés, as mãos, a cabeça e sair. Valeu, Gustavo!

Querer

cachorro buraco da minhoca

Há anos eu li um livro que era um sujeito fazendo perguntas pra Deus, como se fosse uma entrevista. O livro começou bacana, ele fazendo as perguntas mais fundamentais. Depois vai indo, me parece que tem até o volume quatro, e só falta ele perguntar porque Deus criou as baratas. Não cheguei a tanto, li no máximo até o fim do volume dois. O que eu mais gostei do livro foi quando, no início do segundo livro, ele reclama que Deus sumiu, não ligou mais, visualizava e não respondia no Zap. Aí Deus fala que ele, o autor, é que estava sempre ocupado. O autor diz: a gente não tinha combinado de escrever livro juntos, você não perguntou se eu queria e eu disse que sim? Aí Deus falou: combinamos, eu perguntei, você disse que sim, mas aí você acorda tarde, vê Netflix, vai pra academia… Autor: Mas eu disse que sim. Deus: mas você sumiu. Autor: era só chamar. Deus: mas você… Enfim: Deus diz que não bastava falar que Sim uma vez e depois partir pra outra, que ele precisava escolher o tempo todo a mesma coisa.

Algo que para uns vem de berço, para outros é depois de uma vida inteira de luta, e vice-versa. O que eu aprendi em 2017 foi a querer, querer, querer obsessivamente, querer de todo coração, ser monotemática, querer de forma insana e repetitiva.

Auto escola

Resolvi aprender a dirigir. Quis aprender assim que tinha idade pra tirar carteira, mas não tinha dinheiro. Depois casei e passei a ter dinheiro e não ter tempo. Passei muito tempo alternando falta de dinheiro e de tempo, até que quando os dois puderam andar juntos, eu já não queria mais. Eu comparo essa vontade de aprender a dirigir à mesma vontade louca de entrar em balada e filmes para maiores de dezoito quando não temos dezoito: passamos anos aguardando aquele momento, invejando que pode, fazendo planos… e quando finalmente chega, não é nada demais. Pra mim, dirigir não é nada demais. Fui criada pegando ônibus, andando, aproveitando carona. Sempre vi o carro como uma exceção e não como um direito. Depois que meu irmão sofreu acidente de carro, passei a ter antipatia. Não consigo achar normal tantos carros, cada dia maiores, transportando um (1) fulano dentro, enquanto o trânsito fica cada vez mais caótico e perigoso. Se pra essa questão do carro o coletivo e o bom senso fossem minimamente levados em conta… enfim, deixa pra lá.

 

Mas, como as pessoas sempre ressaltaram, é bom que eu saiba dirigir. É isso que eu pretendo, saber. Às vezes não saber dirigir nos leva a arranjos burros aqui em casa. A região onde eu moro é insegura de noite e fico igual um bebê que precisa ser transportado. Muitas mulheres me disseram que passaram a dirigir só por causa dos filhos. Não sabemos o dia de amanhã e sempre tem a possibilidade de uma emergência. Foi esse tipo de raciocínio que me levou à auto escola. Uma decisão consciente e de bom senso. Porque ter desejo de dirigir eu não tenho.

 

Iniciei o “processo” há semanas. É realmente um processo. Liguei pra uma auto escola, que disse tão resumidamente o que eu tinha que fazer, que fui lá muito alegre e feliz sem ter o suficiente pra matrícula. Porque só então soube que primeiro tem que entrar com a papelada, pagar escola, marcar foto, pagar DETRAN, falar com a escola, marcar exames… Imagino como deve ser aflitivo pra quem sonha em dirigir. Pra mim, só tem dado tempo de observar ainda mais o trânsito, agora com olhos de – “esses motoristas serão os meus colegas”. Olha, que terror.

 

Não duvido nada de eu chegar, quando chegar, nas aulas práticas, eu seja daquelas com pânico. Antes, pensar em gente que senta pra dirigir e se sente impossibilitada me parecia totalmente fora da realidade. Aposto que chegaria no DETRAN cheia de gás e de coragem, se tivesse feito isso aos dezoito. Eu não teria medo, simplesmente porque me parecia estúpido ter medo. Isso me leva a outras reflexões – de perceber que o tempo passou, de que não sou mais aquela. Será que essa é uma regra inevitável, de sempre ficar cada vez mais medroso com o tempo? Será que a partir de agora, sempre que eu me arriscar, terei que fazer passando por cima das minhas inseguranças?

Curtas e flamencas

Quando eu mudei de escola de flamenco, tomei todo cuidado do mundo pra não sair falando mal. Minha saída não foi planejada e muito menos espontânea, então houve um clima, uma expectativa por declarações polêmicas. Não o fiz por um motivo simples: não sou idiota. Eu sei que essas coisas podem crescer e gerar arrependimentos maiores no futuro. E foi uma mudança tão boa pra mim que não vi motivos pra me lamentar. Só que apesar de todos os meus cuidados, meus antigos colegas ficaram cheio de dedos comigo. Como se eu fosse agarrá-los num canto pra soltar os cachorros, pedir pra largarem a escola, sei lá. Isso me aborrece, julgarem tão mal as minhas atitudes sendo que nunca fiz nada parecido com isso.

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Quando eu saí, algumas pessoas ficaram a meu favor, outras não falaram comigo e certamente algumas ficaram contra. Suponho que houve comentários, que a história foi repetida, que cada um teve a sua opinião. Eu não estava lá pra querer contar a minha versão, e na verdade eu acho que isso não faz tanta diferença, as pessoas sempre pensam o que querem. E mesmo tendo sido lá o lugar que fui mais popular na minha (impopular) vida, no fim das contas, nossos laços se afrouxaram. Desculpem a constatação tão óbvia nessa altura dos acontecimentos, mas só agora descobri que quando você sai, pouco importa se foi justo ou injusto, se as pessoas te amavam ou odiavam, se você conhecia todo mundo ou não era ninguém. Quando você sai, você sai. Você não é mais, acabou.
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Na minha nova escola, logo nas primeiras semanas, fiquei apaixonada pela nova aula e a nova professora. E não quis dizer nada, contive meu entusiasmo por todos os meios virtuais, porque ia ficar parecendo que era uma crítica velada à antiga. Como se eu só dissesse que uma sabe muito pra dar a entender que a outra não sabe nada, entende? Pra ver o tato que eu tive, até mesmo exagerado. A verdade é que eu tinha vontade de pular de alegria, senti que estava no melhor lugar onde poderia estar. Lembro que na época, quando tinha vontade de escrever sobre alguma coisa, o tema que mais me vinha à cabeça era o da Generosidade. Com ela eu descobri que a pessoa mais generosa não é aquela que te faz benesses porque você é o preferido: é pura e simplesmente porque você está lá, porque ser generoso é o estado natural dela, um perfume. Te admiro muito, Tereza!

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Fiz um workshop maravilhoso com uma bailaora que mora na Espanha há muitos anos, a Yara Castro. Era dividido em dois níveis e de metida que sou fui pro mais difícil, junto com um povo que tem pelo menos uma década de flamenco, com professores. Talvez por acreditar na neurologia, eu me submeto a fazer umas aulas puxadas porque acredito que em algum lugar o meu cérebro está sendo forçado, que estou acelerando meu aprendizado de alguma forma. Eu lá, sofrendo com passos que aparentemente todo mundo pegou menos eu, querendo pegar a Yara e me explicar (como se ela não tivesse notado sozinha que eu tinha menos tempo de flamenco), aí ela diz: “Essa sensação de ‘onde é que eu fui me meter em fazer flamenco’ vocês terão a vida inteira, desculpa falar”. Vou? Ah, então está tudo sob controle!

Porquê envelhecer é tão bom

Envelhecer é bom. Claro que não digo no aspecto físico, com as várias gorduras que aparecem sem que tenhamos feito nada para merecer – ou vai me dizer que um pão com manteiga ou outro é um motivo justo?, das dores nas costas e uma série de lentidões. Mas mesmo assim envelhecer é bom. Tanto que qualquer idiota é capaz de dizer quando encontra alguém mais jovem – “eu gostaria de voltar a ter a tua idade, só que com a cabeça que eu tenho hoje”. Não precisa ser sábio para aprender alguma coisa com o passar dos anos. Podemos não aprender sobre o mundo, e continuar nos surpreendendo com a maldade que há nele, mas aprendemos a respeito dos nossos próprios mecanismos e isso já é o suficiente para tornar a própria vida melhor.

Acho que a maior lição que temos com os anos é a consciência dos limites. Conhecemos os nossos limites, e por isso passamos longe deles. Essa história de ultrapassar os limites só é bonita nos filmes. Na vida de verdade, o gostoso é fazer as tarefas do dia a dia bem descansado, banho tomado, tudo funcionando. Chega de dar murros contra a parede, ou de fazer tudo com a insegurança da primeira vez. Ao saber que certas coisas nunca serão mudadas, paramos de lutar inutilmente. A pessoa pára de lutar contra quem ela é, o que toma um tempo danado e raramente chega a algum lugar. Timidez é isso aí, tipo físico é isso aí, o mundo é isso aí. Pergunte aos casais antigos que se dão bem – as pessoas param de brigar contra o que não tem solução e vivem melhor assim.

Na relação com o mundo, vejo que só a idade para fazer abandonar a idéia de provar coisas aos outros. O engraçado é que os adolescentes se vêem como os campeões nisso, sendo justamente o contrário – em nenhuma outra fase lutamos tanto para provar; não sabemos contra que o que eu lutamos, mas lutamos muito. É apenas testando que somos capazes de descobrir o que nos agrada e o que nos desagrada. Nem sempre o que o mundo diz que é agradável é agradável para nós, e vice-versa. Diria muita coisa só existe porque quando as pessoas descobrem que é ruim, a geração já mudou… Quando as situações ainda estão chegando, quando elas são apenas um pontinho no horizonte, também somos, quando mais velhos, capazes de identificar. Muitos anos e pessoas, muitas situações em que fomos enganados e nos ferramos, nos dão esse dom. A gente se torna capaz de identificar os sinais e agir antes do estrago. Não temos que esperar crescer pra saber no que vai dar. Os mais jovens chamariam de preconceito, de julgamento precipitado. É a semelhança com o passado que permite a leitura dos pequenos gestos – pessoas de quem os bichos gostam, pessoas que não devolvem o troco, pessoas que se descontrolam. 

Por fim, existe sempre a possibilidade, quando se é mais velho, de dizer que não tem idade pra isso. Contra esse argumento não há o que discutir – mesmo que a gente nem seja tão velho assim.

Capitalizável

Apesar do que diz o mercado, nem tudo é capitalizável. Não deve ser. Às vezes a gente tem amigos famosos, ricos, globais e isso não quer dizer que nossa vida se tornará mais glamurosa por isso. A não ser que teu amigo seja um desses trouxas que não sabe a diferença entre puxa-saquismo e amizade, a maneira mais rápida de estragar tudo será justamente tentar obter algum favor – um emprego, um desconto, uma notinha em coluna social. Um dia é possível ganhar algo do seu amigo poderoso, assim como é possível ganhar algo do seu amigo mais ferrado. A gente ganha muito com amigos; e você é muito pobre de espírito se pensa que estou falando de dinheiro.

Acho que todo mundo que pretende fazer uma segunda faculdade ouve: pra quê? Nem precisa ser a segunda, basta você dizer que quer fazer alguma faculdade da área de humanas – mas isso serve pra quê? Aí a pessoa se vê constrangida por não saber citar um único emprego que pague bem e exija justamente aquela formação. Aprender pelo prazer de aprender, fazer pelo simples prazer de estar lá, buscar pelo simples fato de que sonhava, de que achava interessante, nada disso é justificativa o suficiente pra alguns. O mundo nos diz que só é válido o que rende muito dinheiro, e imediatamente. Se adiantasse, dava pra dizer que na vida nenhum conhecimento se perde, que se estiver feliz você se tornará melhor pessoa, amigo, conjuge e até mesmo profissional. Mas eu sei que não adianta. Quem merece ouvir isso não quer entender.