Feliz aniversário pra mim

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Hoje é meu aniversário, faço 42.

Alguns conceitos só começam a fazer sentido com a passagem dos anos. Porque, a curto prazo, são apenas uma porcaria: tentar a todo custo ser coerente com o que você diz, colocar a correção acima de vantagens pessoais, preferir o papel de vítima ao de algoz, suportar as injustiças, ser o mais verdadeiro possível. Todas essas ideias são um convite a não usufruir o que se apresenta no presente; elas fazem com que você se sinta um motorista que no meio de um racha resolve frear para pedestres ou dar seta antes de fazer as curvas. Só mais tarde entendemos que viver é construir uma biografia, um tiro único. A história construída com os anos será sempre carregada com você, te definirá aos olhos do mundo e não aceitará nenhuma desculpa. Ter tornado o mundo um lugar pior por medo, falta de visão ou porque precisava de dinheiro, dá tudo na mesma. O contrário também – até nossos sorrisos falsos, no final das contas, foram sorridos. O que foi feito é o que é.

Se tudo der certo, estou agora no meio do caminho, talvez um pouco mais pro lado onde a régua está menor. Se eu gosto do que vejo? Na média, sim.

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Curtas do Quico desfalecido

quico desfalecido

Previously on Caminhante… Durante quatro longos meses a minha máquina de costura deu problema com a agulha dupla, só com agulha dupla, e por isso ninguém acreditava em mim. Mais pra eu parar de encher o saco do que realmente acreditar, a Singer me deu uma máquina nova, igualzinha à anterior. É outra máquina, outro tudo, faz tempo… mas sempre que vou costurar agulha dupla me pego hesitante, enrolo, dou uma rezada e começo devagar. É que agora eu sei que existe o dar errado, entende?

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Por um acidente do destino, eu fui convidada pra um aniversário no Country Club. Agora, imaginem a cena, a pessoa querendo descobrir que ponto de ônibus para perto do Country Club. Suzi: “Os ponto de ônibus que tinha perto eles PASSARO POR CIMA CO TRATOR pra não correr risco de pobre aparecer”.

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A gente tenta ser uma pessoa saudável, se apega a beber chá, se enche de chá, vive à base de chá, compra todas as variedades de chá, mancha os dentes, vai parar no dentista, ouve que aquilo foi culpa do chá, paga caro pra fazer limpeza de bicarbonato e que seria bom repetir a cada três ou quatro meses, dado o meu ritmo veloz de manchamento. Resultado: voltei pro refri.

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Última, mas tão desfalecida quanto: alguém por favor diz pro ex-crush sumir da minha frente, porque bastou não me servir de nada pra eu viver encontrando o sujeito.

Um ano

Digo sem a menor sombra de dúvida que o meu aniversário do ano passado foi um dos piores dias da minha vida. Todo mundo envolvido com a Copa que tinha começado no dia anterior e eu em colapso. Se puder dar um conselho sábio a alguém que pensa em se separar, seria: não o faça durante uma Copa do Mundo, especialmente se ela estiver acontecendo no seu país. 

Quando uma situação chega ao extremo de ruindade, o lado bom é que ela só pode melhorar. Um ano se passou daquele dia horrível e de lá pra cá minha vida mudou muito, eu mudei muito. Presenciei gestos grandes, gestos de uma pequeneza microscópica, tive alegrias e dores inéditas. Não tem sido fácil, mas tem sido intenso e variado – e não é isso o que pedimos da vida? E quando tem sido duro, quando parece que mais nada e nem ninguém pode vir ao meu auxílio, ele vem. Na forma de um telefonema, um amigo, um convite, um gesto, um insight. Por isso:

É pra você mesmo, obrigada!

Portas

Nunca mais somos os mesmos depois que abrimos certas portas. Para algumas, existe limite de idade. Quem não se tornou esquizofrênico depois dos vinte não se torna mais, não existe esquizofrenia mais velha. Os sintomas se desenvolvem muito cedo, no início da idade adulta ela já está lá. Eu não conseguiria mais gostar de bebida alcoólica; me proibi durante a adolescência e hoje poderia até tomar, mas seria sem prazer. Os não-fumantes podem sentir o cheiro de qualquer fumaça sem sentirem nada mais do que incômodo, enquanto ex-fumantes lutarão. Já li que fumar não deixa de ser uma certa yoga, que o prazer do fumante é o prazer do controle sobre a respiração. Depois que li isso, me convenci de que o fumo me conquistaria facilmente se tivesse pelo menos tentado. É muito diferente se abster de fumar do não ter noção do que é fumar. Culpa da porta. Já que citei a yoga, os livros místicos costumam ser bastante duros com relação ao sexo. Ok, tem o kama-sutra, mas não confunda variedade de posição com variedade de parceiros, just for fun. Hoje a leitura que faço do assunto é muito mais relativa às portas do que moralismo. O sexo é uma porta poderosa demais, difícil de ser controlada, até mesmo diminuída. Adultos já enlouquecem com ela; penso no problema que é pra alguém muito novo. A porta do sexo pode ser de tal forma poderosa que impede a descoberta de outras portas. Drogas, idem. Porque, do mesmo modo que algumas portas se abrem facilmente, para outras precisamos nos empenhar: bons livros, meditação, contemplação da natureza, estar em contato com a arte. E a disciplina também é uma porta – os disciplinados entenderão o que quero dizer.

 

Eu não queria ter lembrado, eu não queria ter feito contagem regressiva, eu não queria de certa forma estar revivendo tudo. Mas estou. Sempre achei desnecessário quem relembrava o aniversário de datas trágicas, de ficar guardando o dia que pessoas queridas morreram. Bem. Estou fazendo um ano de divórcio e tenho lembrado e fugido. Nesse meio tempo descobri uma porta imensa de dor e não quero voltar lá.

Aniversário

Era segunda à noite e eu estava do outro lado da cidade. Fiquei assustada em pensar o quanto minha programação havia se tornado desconhecida, inclusive pra mim mesma. Cada semana é uma nova semana, posso estar em casa ou não. Eu nunca fui assim.

 

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Talvez não seja assim, talvez seja uma questão mais de hábito ou de logística, mas o fato é que quando dois amigos diferentes me dizem “pode vir aqui de mala e ficar o fim de semana todo se quiser” eu me sinto imensamente sortuda e querida. Considero fins de semana sagrados, não se convida qualquer um pra ficar na sua casa o tempo inteiro. Estou estourando a cota de gente que me quer por perto e isso é muito bom.

 

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Céus, faz dois meses. Tão pouco tempo por um lado, uma eternidade por outro. A vida se tornou muito intensa.

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A mente começa a imaginar mil alternativas. Não faz sentido, mas digamos que. E se as circunstâncias obrigarem a. Daqui há três anos, vai que. Na hipótese da hipótese da hipótese, poderia acontecer de. Quando em todos os jogos que a mente faz, a resposta é sempre a mesma, é porque a solução é aquela. O que não deixa de ser um alívio.
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Tem os dias ensolarados. O pessoal cantando no ônibus, pra lá de dez horas. O velhinho que ultrapassa a minha bicicleta em plena BR. O barulho cheio de bolhas quando o salto na piscina é bem feito. Tirar as folhinhas de manjericão na hora, pra colocar no molho de tomate. A Dúnia rebolando enquanto se encaminha até a porta. O cheiro do lençol recém trocado. Tem o esquecimento e a felicidade sem razão.

Festa de passeio completo

Eu nunca tinha ido numa festa de quinze anos, assim como nunca curti convites para festas que exigem que a gente se arrume muito. Sempre tive alguma sorte nesse tema, com amigas que casam de dia ou nem fazem festa. As poucas que fui de passeio completo eram da época que eu morava com a minha mãe. Todo aparato de roupas e acessórios era feito por ela e minhas tias; meu trabalho era provar a roupa e aparecer com ela na festa. Sem dizer que na época meu cabelo era muito curto, do tipo que para arrumar basta colocar gel e quando muito uma presílha. Desta vez foi tudo diferente e na falta de um vestido longo eu fui obrigada a comprar, e nessa de comprar um longo aproveitei o pretexto e comprei um vestido belíssimo de flamenco. Animada com o vestido, me animei em fazer um cabelo à altura e fui no salão – como é caro fazer penteado, né? E que textura de ninho de rato que aqueles produtos deixam no cabelo. Mas ficou bonito, valeu a pena. Estava animada com a idéia de entrar numa festa belíssima, atrair os olhares, arrasar.
De fato, eu estava belíssima quando cheguei e recebi muitos elogios pelo meu traje espanholado. O prazer de chegar, cumprimentar e desfilar durou o quê, meia hora? A partir daí eu lembrei porque acho festas uma maçada. Pra começar, estava muito frio. Todas essas noites tem feito um frio moderado, e justamente na noite da festa choveu e baixou pra menos de dez graus. Antes de sair de casa, havíamos colocado roupa na Dúnia e o Luiz se lembrou dela: “Pelo menos a Dúnia está em casa quentinha” Eu: “Pelo menos um membro da nossa família está quentinho. E em casa”. O fiodamãe do salão era muito aberto. As mangas longas do vestido, o mantón que me cobria e a visualização criativa foram capazes de me transformar numa piriguete – eu era das mais cobertas e me sentia das mais geladas. Para os pés, eu precisava no mínimo de umas duas meias ou uma daquelas botas com lã dentro, e não um belo sapatinho de salto. Era frio, bunda quadrada, dor nas costas e vontade de tuitar. Parecia mais na Reitoria do que uma festa.
Eu fui obrigada a chegar cedo porque era parente. Então fiquei lá, horas e horas a fio, enquanto as pessoas que podiam se dar ao luxo de chegar atrasadas exerciam seu direito. Na mesa, havia umas torradinhas e dois patês. A torradinha tinha o talento de ser feita apenas de ar e não ter gosto de absolutamente nada. O patê branco era suave como clara de neve e também não tinha gosto. O patê rosa, tinha um leve gosto de queijo. Estavam horríveis mas foram avidamente atacados, porque o buffet levou quase três horas para surgir. Quando surgiu, como sempre, quase não havia opção para mim, que tive me conformar com batatas sem sal e um penne sem molho. A fila era tão grande que apesar da fome eu não consegui voltar. Me prendi à ideia de matar a fome com docinhos – coisa que eu nem fiz direito, porque levou mais de uma hora pra liberarem os doces e perdi a vontade. Teve a valsa, com aniversariante e o pai fazendo o possível para domar a vergonha. É, amigos, dançar com todo mundo te olhando não é fácil que eu sei. Teve discurso, power point com fotos mostrando a aniversariante desde criança até os dias de hoje. Foi amplamente aplaudido, aí apareceu um “ei, ainda não acabou!”, e começou tudo de novo… Quando a banda começou a tocar, apesar de serem bons, eu já tinha desligado o cérebro verbal e estava começando a entrar no estágio de querer matar pessoas. Fomos os primeiros convidados a ir embora. Nos próximos anos, espero só voltar a usar aquele vestido para dançar flamenco.

Santo Antônio

Essa história de ter bouquet de Santo Antônio me dá até vontade de casar na igreja (só casei no cartório), que é pra poder ter um. Seria um bouquet bom para jogar pras amigas enca… solteiras, mas também porque é o santo do meu dia. Dia de Santo Antônio sim que deveria ser dia dos namorados. Quantos anos não passei em brancas nuvens no meu aniversário porque as melhores amigas estavam todas namorando: ” Eu juro que lembrei de você no seu aniversário, mas eu estava com Fulano, então eu não liguei”. Presente, então, nem pensar. 
O chato, chato mesmo, é que nunca consegui ser devota de Santo Antônio. Conheço a história, reconheço a imagem, acho bacana, etc. Mas não é com ele, tenho esse problema com devoção a coisas abstratas. O máximo que arrancam de mim é uma simpatia. Mas acho que isso nunca o impediu de me favorecer, né? Então, feliz aniversário para mim!

Caminhante´s weekend

Caminhante´s Weekend é uma série e eventos comemorativos que acontecem todo mês de junho e marcam o dia mais importante do ano, que é o aniversário da Caminhante Diurno, vulgo eu. São dias de fogos, felicidades, união. Preparo aqui um pequeno guia para cada um saber como aproveitar melhor essa data especial:

O que fazer?

Como ninguém fica feliz trabalhando, no dias 12 a grande maioria das pessoas receberá folga, com excessão para prestadores de serviço. No dia 13, as folgas seriam ampliadas. Então, aproveite para ir a restaurantes, levar o cachorro pra passear, visitar lojas de sapatos, etc. Esteja atento apenas à necessidade de fazer reserva, porque todos sairão às ruas para comemorar o Caminhante´s weekend e movimentar a economia.

O que vestir?

Se você estiver no sul, casacos são essenciais. Este ano, as lojas foram orientadas a investir muito nas cores amarelo – que representa riqueza e durante muitos anos foi Caminhante´s Colour – e o verde – o verde porque deu na telha. Sugiro que você se vista de amarelo e verde para demonstrar toda sua felicidade. Acredito que você não terá dificuldades em achar acessórios assim para vender.

O que ouvir?

O ideal seria ouvir uma bela ópera, para engrandecer o espírito e estar totalmente de acordo com o que a própria Caminhante tem ouvido. Mas, como nem todos têm o privilégio do bom gosto, liberamos uma musiquinha aí com uma cantora aí. O clipe foi aprovado só porque ela dança bem, mas na verdade a Caminhante nunca conseguiu passar do primeiro minuto do clipe:

É de bom tom presentear?

Sim, é. Seria muito bom você presentear este blog que te enche de alegrias o ano inteiro e nunca te pede nada em troca. Cada um pode dar o que tiver no seu coração: produtos Vudu de Pano, Melissinhas, camisetas transadas, CDs de música erudita, mão-de-obra escrava, etc. Como sabemos que nada disso vai acontecer (humpf!), presenteie uma pessoa sexualmente atraente que você confia e admira. Mas, por favor, nada de fazer sessão porn, salvem os vizinhos!

O que comer?

Temos o mais que maravilhoso pinhão e todos os pratos maravilhosos feitos com ele. Aqui em Curitiba há tacos e empanadas da Feirinha Gastronomica. Igualmente versátil, é recomedável qualquer produto derivado do milho verde. Você sentirá uma vontade irresistível de comer pipoca. Para os mais sofisticados, pratos indianos. Tudo, claro, acompanhado de Matte Leão, sabores natural ou limão, vulgo A Bebida dos Deuses.

Devidamente instruidos, bom Caminhante´s Weekend para todos e tem post novo na segunda!

Coisas simples

Hoje levantei e fiz algumas coisas que me incomodavam faz tempo, mas que eu não conseguia fazer: limpar a tampa do lixo, arranjar um lugar pras caixas do Wii, guardar o aquecedor, limpar os porta copos mofados (péssima compra da Tok Stok) e N coisinhas espalhadas pela casa. Começar a arrumar o meu espaço é sinal indiscutível que eu finalmente estou saindo do buraco. 🙂

Hoje é meu aniversário de casamento. Eu poderia pedir pra ir a qualquer lugar, e disse que estava cansada e queria ficar em casa. Aí o Luiz me fez um pedido muito especial: ele quer sair pra comer cachorro quente. Coisa que nós nunca mais fizemos depois que eu comecei com essa história de ser bailarina. Um fofo, o meu Mr. Darcy.

Curtas de véspera do dia dos namorados

* Já ganhei meu presente – um DVD da Noiva Cadáver. O Luiz teve a fofura de lembrar que eu disse uma vez que era o único DVD que eu tinha vontade de ter. A história me emociona (não me pergunte o por quê) até as lágrimas e a trilha sonora é um desbunde. Ouço até dizer chega as poucoas músicas do filme que baixei em MP3. Enfim, amei!

* De acordo com a revista Época desta semana, eu sou grup e pescovegetariana. Sou totalmente in e não sabia. E também não sabia que eu merecia um nome vegetariano por só comer carne de peixe – eu sempre achei que era uma vegetariana fajuta mesmo. Isso já faz mais de 10 anos. E a revista tem razão, esse movimento tem aumentado muito. Quando comecei, era apenas uma maluca.

* Nunca ganhei tanto vale brinde na minha vida. A professora de dança samkya não pára de atormentar pra aproveitar de uma vez meu mês de aulas grátis. Pra Companhia Athletica eu fui ontem. Hoje fui no Boticário comprar meu demaquilante e ganhei 10 reais numa raspadinha. Tomara que essa sorte se estenda para o prêmio de 1 milhão.

* No orkut todos sabem que faço aniversário no dia do jogo do Brasil, mas na vida real ninguém faz nem idéia. Não é que eu esconda; fico com tanto pudor de sair dizendo isso por aí, como quem pede um presente, que todo ano acontece de ninguém me dar parabens. E eu nunca faço festa, eu acho ser anfitriã chatésimo. Sei lá, é possível ser discreto e fazer todo mundo saber a data do nosso aniversário?

Festa :S

Hoje é dia de festa. A aniversariante, no ano passado, resolveu fazer a festa em um local que eu não conhecia. Então, fui informada por outro convidado horrorizado de que se tratava uma casa noturna enorme, instalada num antigo bingo, com chopp à vontade e gente bêbada às 22h. Não fui. E, a outra, o outro… ela convidou quase a academia inteira e só dois foram. Na segunda-feira seguinte, ela estava de bico com todo mundo. Eu joguei a culpa no Luiz, dizendo que ele se recusou a sair da cama – sabe como é, dormimos cedo! Outra brigou com o marido, outro não tinha o filho com quem deixar…

Neste ano ela me perguntou o que eu achava da idéia de uma festa à fantasia. Eu disse que achava ótimo, que sempre tive vontade de ir em uma e nunca fui convidada. Ela se declarou apaixonada por uma casa noturna com vários ambientes – piano bar, videokê, pista de dança. Resolveu unir o útil ao agradável e fazer a festa lá. Fiquei entusiasmada, jurei que ia. Eu e o Luiz fomos na loja e ele reservou uma fantasia de Darth Vaider (ele sempre sonhou em se fantasiar de Darth Vaider) e eu uma de empregadinha-vagaba. Até comprei uma meia 7/8 com renda para curtir o antes e o depois da festa.

É hoje. Outros convidados à boca pequena me confessaram que não vão. O tal convite que ela disse que ia dar pra entrar no aniversário foi só um convite impresso, ou seja, temos que pagar as tradicionais entrada-consumação-estacionamento do local, que custa algo de 15 à 20 reais por pessoa! Mais 20 reais pelo presente… Festinha cara essa! Já tinha avisado a loja que mudamos de fantasia e agora vou de ninfeta – já tinha tudo aqui, será que isso quer dizer alguma coisa? – e o Luiz com peruca black.

E eu acordei febril e não consigo melhorar.