Curtas de lama e chuva

Meus amigos deram risada ao me ver nesta foto. Se perguntaram que apagão foi esse, como era possível eu totalmente desprovida de vaidade e num lugar cheio de lama. Eu ri e me senti muito querida de terem notado. E a sujeira estava apenas começando.

 

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Conheci a amiga do Alessandro, Claudia. Quem acompanha o Alessandro sabe que ambos têm uma atitude libertária diante da vida, dos relacionamentos e do sexo. O que eu sabia dela é que era uma mulher careca que não curtia se depilar e tirava fotos em poses dominadoras. Aí a encontrei, em carne e osso, igualzinha às fotos e às descrições. Ela é uma dessas pessoas que parece estar muito confortável dentro da pele. Não, ela não seria mais bonita cabeluda ou depilada, simplesmente porque não seria ela.

 

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Alias, fui convidada pra fazer parte da comunidade que eles pretender ter. Quarto e banheiro privativo, o resto comunal. Mal e mal sei se consigo casar de novo, então acho que não é pra qualquer um ser convidado pra viver junto numa comunidade nascente. Fiquei lisonjeada. E disse não.

 

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Não deu pra encaixar no post anterior: esqueci o repelente e meu pé foi cruelmente atacado por pulgas. Fiquei preocupada com a calça que usei no curso e o que está mesmo quase dando PT (Perda Total) é o meu pé. Pensei em postar uma foto disso também, mas ia ser algo tão aviso em maço de cigarros…

 

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Aconteceu uma coisa chata no curso: um dos locais deu em cima de mim. E em cima de outra, conforme soube na volta. Foi rápido e sutil, com ambas. Ele estava no mesmo quarto que eu, e a partir daquele momento eu fiquei receosa. Dormi mal, então tenho certeza de que nada aconteceu. Não deve ser má pessoa e ele mesmo não deve ter visto nada de errado na sua atitude, muito pelo contrário. Mas o mundo é um lugar tão perigoso para as mulheres e os homens às vezes não se dão conta disso.
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Na fazenda ou numa casinha de sapê

… pelos campos, a poucos metros da vaca, por dois motivos: primeiro, porque eu tenho medo de vacas. Nunca fiquei perto de uma, vai que ela me dá um coice ou algo assim. Depois que é pra não intimidar e atrapalhar seu longo processo digestivo. Ou seja, dar uma privacidade. Eu não faço a menor ideia de quantas vezes por dia elas defecam. Então eu estaria perseguindo-a discretamente, a uns metros de distância. Levaria comigo um livro, um não muito bom (Ulisses não, muito pesado), que é pra entreter mas não demais. Aí, em um determina momento, pelo cantos dos olhos – e também pela audição e o olfato – ela perceberia que ela fez cocô. Rapidamente descalçaria minha bota, minha meia e correria em direção a ela (espero que vacas, tal como os cães, se afastem imediatamente da sua bosta assim que as produzem) e PLOF, enfiaria o pé com gosto. Até cavocaria com os dedinhos, na intenção de que penetrasse mais profundamente.

Este foi o pedaço do post que pensei, de madrugada, na fazenda, enquanto estava insone. Fui parar lá porque o Alessandro comentou que ia aprender construir casa com as próprias mãos, num curso que incluía yoga e comida; achei a programação duca e me inscrevi impulsivamente. Além do mais, seria no feriado, e costumo detestar feriados. Só depois me ocorreu que eu poderia ficar meio deslocada, já que ia de gaiata com um grupo de amigos que eu desconhecia e pra um tema que não ter nada a ver comigo. Mas, enfim, já era. Naquela madrugada, eu havia acordado com a burocrática vontade de fazer xixi, o que em casa não é nada demais, e lá adquiriu contornos dramáticos. Tinha dois banheiros coletivos, usados indistintamente pelos homens e mulheres da casa e com portas que davam para a área comum. O mais longe era mais arrumadinho; mas em ambos o chuveiro molhava tudo em volta. Tomar banho era atravessar a grande área comum da varanda, tomar cuidado na hora de tirar e colocar a calça pra não molhar a barra, apoiar tudo o que podia nos pregos das portas. E de madrugada, além de pegar um banheiro que havia sido muito usado, ainda tem os bichos. A madrugada é deles, qualquer um sabe disso. Na primeira noite, abri a porta do banheiro com toda cautela e, assim que tentei fechar, uma rã bateu com tudo no meu tórax. Claro que eu gritei e saí correndo, e tive que mijar no mato. Na segunda noite, essa que descrevi no início, tentei segurar e por isso não conseguia dormir. Aí fiquei pensando no que escreveria assim que chegasse em Curitiba. Porque escrever foi a primeira coisa que senti falta quando estava lá. Foi como estar desconectada, como não saber o que estava sentindo. Nem levar um caderno teria resolvido, porque eu preciso digitar. Quando ouvi dizerem que esterco é muito bom para micose a minha imaginação voou, apesar de eu nem ter micose. Quis descrever a cena, pensei em como dar um efeito cômico, que termos usar,. A relação desse pessoal de fazenda com esterco é bem diferente da nossa: “vou aproveitar que a gente vai misturar a terra com esterco e pisar descalço, que aí já me cura de qualquer coisa que eu tenho no pé”. Esterco limpa o organismo, serve de repelente natural para as construções, ajuda a fazer massa. Tudibom. Vou confessar a vocês: ajudei a erguer parede com terra, grama e esterco, e me diverti muito. O cheiro nem é mais incômodo depois de um tempo. Achei tão bom que até quis saber se cocô de cachorro tem o mesmo efeito. A resposta é não.
Depois a vontade ficou forte demais e tive que acabar fazendo o xixi. Com a mente aliviada, passei a achar que não valia a pena escrever o post do Tratamento para micose (esse seria o título) porque não tinha tanta graça assim. Foram poucos mas intensos os dias de imersão na vida da fazenda: dormi em quarto coletivo com beliches, andei de bota entre os matos, estive no meio de estranhos o tempo todo, abri mão da vaidade e usei sempre as mesmas roupas enlameadas, ajudei a levantar paredes com a terra, comi muito e bem. E trouxe comigo uma descoberta muito importante a meu próprio respeito: banheiro coletivo não dá.

Testemunha

Quem teve esse insight foi o Alessandro, em uma de suas cartas. Que um dos grandes motivos de se ter um longo relacionamento é a necessidade de ter uma testemunha. Quando a pessoa perde os pais e os irmãos, ela deixa de ter testemunhas importantes. No meu caso, não haveria mais ninguém no mundo que se lembre como eram as lagartixas no muro da vizinha, brincar de “é meu” na hora de folhear uma revista, imitar os médiuns pintando quadros, o imposto sobre a letra A dos chocolates Lacta. Eu já havia percebido que há uma relação eterna entre ex-esposos, mesmo aqueles que se odeiam, quando meu irmão sofreu acidente e meus pais se preocuparam um com o outro, apesar de não se falarem há anos. E agora eu vivo isso, com meu ex, que continua sendo (e quem sabe o será para sempre) a pessoa que mais me conhece, a que presenciou minhas maiores mudanças. Só ele entende umas atitudes que parecem ilógicas e intempestivas pros outros. No dia que eu caí da escada, com a separação ainda muito recente, foi pro Luiz que eu liguei – meu melhor amigo, meu porto seguro há anos. Que sofrimento imenso deve ser quando um casal precisa (ou sente que precisa) renegar a importância do outro. Ele se preocupou, quis saber se eu tinha quebrado alguma coisa, se ofereceu para vir. Não, não precisava de nada. Eu só queria que ele soubesse. Sempre achei que a vontade de ser famoso e as notas estúpidas que as celebridades plantam por aí – Fulano bebeu com os amigos, Beltrana foi ao shopping, Cicrano usou bermuda azul – fosse esse prazer, que antes do Alessandro eu não sabia que nome tinha. Meu blog é meu pedacinho de vida de celebridade. Por mais que pro mundo eu fosse apenas mais uma mulher solitária e separada, sem destaque em qualquer campo da vida, vivendo um sofrimento tão igual e menor do que existe por aí, há quem venha aqui me ler. Um ou dois pra saber como eu estava e se importar comigo. Eu estava fisicamente só, mas tinha testemunhas. Este blog, minha mensagem na garrafa jogada em alto mar. Pensei neste post porque estou constrangidíssima, sem ter como me desmentir, porque por duas vezes comentei com um amigo problemas muito domésticos e ficou parecendo que era para ele intervir. Tanto não era que ele não teve que fazer nada. Mas ficou parecendo. É que estávamos conversando justo quando os problemas aconteceram e falei. A necessidade de ter testemunha. Quanto não chorei, esperneei e ameacei desistir e o Luiz ouvia tudo tranquilamente. Porque ele sabia que depois de calma eu fazia o que precisava. Penso nos muitos namoros virtuais que tive, verdadeiros fantasmas pros outros e muito presentes pra mim. A gente só quer testemunhas. Pra abrir a porta, enfrentar o mundo, matar os leões e voltar. Tão sozinhos como sempre fomos e seremos. Mas o olhar, a ciência do outro, faz uma diferença imensa.

Mudança de rumo

Eu vivia ameaçando, aqui mesmo pelo blog, voltar à carreira acadêmica. Escrevia aqui porque era realmente algo que eu pensava. O motivo pode ser resumido numa frase do True Detective: “A vida mal é longa o suficiente para ficarmos bons em alguma coisa. Então cuidado com o que você vai se tornar bom”. Há muito tenho clareza de que não tenho o temperamento e nem a vontade para ser professora universitária. Mas todavia contudo, foi pra isso que fui treinada durante toda minha vida e faço com competência. Então é duro dar cabeçada em outras áreas, começar sabendo que o tempo está contra você, sendo que há algo em que você é bom logo ali. Por isso minha tendência a voltar. Lembra da comunidade do orkut “Se nada der certo, eu viro hippie”? A minha versão era “Se nada der certo, eu volto para a carreira acadêmica”.

Aí na última vez que escrevi aqui sobre carreira acadêmica, uma leitora me mandou um email muito carinhoso. Ela me falava da possibilidade à sério, que se eu realmente quisesse, poderia procurar outro orientador, outras instituições. Falava das bolsas, do dinheiro gasto com livros e congressos, do investimento e da satisfação. No e-mail dela, eu percebi o entusiasmo por esse caminho. Entusiasmo que eu não tenho. Foi ali, naquele e-mail, que eu decidi parar. Chega de achar que carreira acadêmica é rota de fuga; não consigo e pronto.
Qual não foi minha admiração e surpresa quando o Alessandro lançou seu site onamoradodealuguel. Para quem não sabe, o Alessandro é um desses poucos blogueiros muito competentes que consegue viver de internet. Ele é jornalista formado, já trabalhou na área, e quando percebeu que dava pé, passou a viver dos seus rendimentos de adsense. Pra quem não sabe, adsense são essas publicidades que aparecem nos sites, e rendem alguns centavos de dólar ao dono do site quando vocês clicam. Você não navega por aí clicando em publicidade, né? Nem eu. Ou seja, tem que ter muita visita e muito clique pra conseguir dinheiro com isso.

Aí um belo dia o google manda uma cartinha para o Alessandro (chuto que foi assim, porque já recebi cartinha também) dizendo que ele violou uma das políticas da publicidade em sites e o suspende. Ou seja, o google tirou dele sua fonte de renda. Ele comentou, disse que estava pensando numa alternativa, e um dia depois já estava com o projeto do namorado de aluguel. Fiquei de boca aberta. Eu, no lugar dele, já ia começar a mandar currículo para jornais. Ele disse várias vezes que não quer voltar a ter um emprego, mas quem é que consegue manter a convicção quando a água bate na bunda? Ele conseguiu. Ele levou um dia pra aceitar, pensar nas suas prioridades e bolar algo que combinasse com ele. Processo que eu levei anos para fazer. E tem quem nunca faça.

(Depois o google voltou atrás. Mas o site continua e a reflexão também)

Casa pequena

Oi Ale,

Já comentei com você, não lembro por que meios, que compartilho do teu fascínio pelas Casas Pequenas. No teu caso, como vim saber mais tarde, o fascínio tinha a ver com a própria necessidade de encontrar um lugar para morar. Já eu tenho a minha própria casa. Para as revistas de decoração, ela é considerada uma casa pequena – sério, as dicas para deixar os espaços “mais amplos” servem para ambientes com até 200 m² – só que está longe de ser uma Tiny House. Aí, como fazer quando a gente já tem a sua casa, nem de longe tão pequena, e começa a achar que a graça é morar num lugar bem pequeno, bem básico, como mundo como quintal (como você mesmo diz)? Comecei a ficar com vontade de vender a minha casa e me mudar pra um container…

 

Claro, não faz o menor sentido. Ainda mais se levarmos em conta a bolha imobiliária que estamos vivendo. Comecei a perceber que o meu fascínio pelas casas pequenas tinha a ver com os espaços bem aproveitados, funcionais, com o apego ao simples e essencial. Mais espaços acabam atraindo mais coisas, mais armários, mais caixas, e quando vemos está tudo preenchido. Eu trouxe comigo um monte de relíquias de família, achando que teria espaço o suficiente pra tudo. Mas não, não tinha. Outra questão é que moro na minha casa há uma década, e me frustro em perceber que ela não é o que eu queria. Assim que casei, fiz assinatura de revistas de decoração, me inteirei de acessórios e possibilidades, mas tudo sempre foi difícil demais, caro demais. Numa casa pequena tudo isso ficaria mais fácil, coloca um ou dois móveis e está feita a decoração.

 

Foi aí que eu decidi fazer da minha casa-não-tão-pequena uma casa pequena. Se o que eu gostaria é de ter um motivo para viver com menos, por que não fazer isso agora? Tenho agido como se fosse me mudar para um lugar menor. Tenho olhado para as minhas coisas e me perguntado se há alguma maneira de ter menos. CDs, por exemplo. Ocupa tanto espaço ter CDs, sendo que cabe tudo em um pendrive. Tenho descoberto coisas que eu nem sabia que tinha, tenho feito escolhas libertadoras. Até mesmo o problema da decoração tem ficado mais fácil. Ao invés de esperar uma decoração ideal, ou armários sob medida que possam esconder minha bagunça, percebo que fica mais fácil quando há menos coisas para organizar.

Era isso. Beijo e parabéns pela newsletter, que tanto nos inspira.

Grandes defeitos

Uma vez li uma entrevista do Flávio Gikovate, que dentre tantas perguntas sobre o trabalho dele, novo livro e sabedoria acumulada por anos de divã, queria saber se era verdade que ele era um homem muito vaidoso. Eu cresci lendo suas colunas, vendo um retrato meio de lado num belo rosto barbudo, e achei que faz todo sentido imaginar que ele seja vaidoso. Sempre o achei bonito e me parece que ele envelheceu bem. Só que perguntar isso a ele, em meio a tantas coisas, parecia quase um demérito, como se a repórter estivesse falando – Ok, você diz coisas muito interessantes sobre pessoas e relacionamentos, mas quem é você para apontar certos erros se você também é vítima da vaidade. Ele respondeu que era sim vaidoso, como tantas pessoas o são e dentre muitos outros defeitos. Ele só questionou porquê a vaidade dele deveria chamar mais atenção e ser digna de nota, qual a necessidade que querer confirmar que ele é sim, vaidoso e humano.

Em termos de humanidade, também penso no meu amigo e editor do blog Livros e Afins, o Alessandro. Não posso falar sobre o seu passado e sobre suas decisões, o que sei é que hoje ele deixa muito claras algumas de suas escolhas. Ele defende formas de amor mais livres, curte mulheres de botas e se encanta com a estética latex sado-masô. De um lado, poderíamos dizer: desnecessário deixar isso tão evidente, eu não tenho nada a ver com a vida sexual dele. Por outro, ele está sendo sincero, consigo e com os outros. Ele assume seus gostos e não se envergonha, mostra desde o início o que se pode ou não esperar dele. Acho provável que isso faça com que os que pensam igual se sintam ainda mais livres perto do Ale. Ninguém pode alegar que iniciou um relacionamento com ele sendo iludido ou enganado. Quem achar chocante, feio ou doentio, faz um grande favor em se afastar logo. Eu não compartilho os gostos do Alessandro, mas reconheço a honestidade do gesto.

Também tenho os meus defeitos. Tenho muitos anos de blog, o que torna fácil notá-los, tanto pelo que disse quanto pelo que omiti. Mesmo que não enumere, mesmo que alegue coisas que eu não sou, dá pra entender muitas coisas a meu respeito nas entrelinhas. Aqui estão registradas minhas ambições, meus problemas de relacionamento, minha dificuldade em negociar, minha total inconstância profissional. Tenho sido também acusada de narcisismo, de não suportar críticas, de imaturidade e de superficialidade. O que posso dizer é que abraço todas essas críticas. Pior: não apenas sou tudo isso como nem ao menos tento mudar. O que somos muda muito pouco durante os anos – ou quem sabe nem mude. Eu conquistei um certo equilíbrio. O que eu não entendo, tal como Gikovate, é o porquê de uma preocupação tão grande com os meus defeitos. São meus, meus, interferem na minha vida. Eu nem ao menos opino sobre a vida dos outros. Quem não suporta meus defeitos pode simplesmente se afastar, pra quê mais do que isso? Não preciso ser mais do que sou, menos ainda o que outros querem. Viva e deixe viver.

Biblioteca Pote de Mel

Pode reparar: quando alguma coisa nos incomoda pessoalmente, temos um pensamento praguento – achando que é algo sensato e realista. Foi assim que eu reagi quando soube que o Alessandro ia fazer um biblioteca numa padaria, livre para quem quisesse ler:

– O Alessandro está louco. Num instante vão roubar todos os livros dele.

Eu já tinha visto reportagens sobre iniciativas semelhantes. Lembro de uma biblioteca fundada por um catador de papel, que se alfabetizou sozinho e achava um desperdício ver os livros que ele encontrava no lixo apenas como pilhas de papel. Mas aí – veja como o preconceito é um bicho tinhoso e resistente – “é coisa de gente ignorante para gente ignorante. O Alessandro vai doar os livros que eram do pai dele”. Achei que um dia o Alessandro daria alguma queixa, alguma amostra de que foi precipitado. Pelo site, acompanhei nascimento da idéia, as fotos, as doações de um e outro. Um dia ele fez um apanhado geral e concluiu que o número de doações ultrapassava o número de sumiços. Só então me convenci de que a biblipote tinha dado certo.

Mesmo de longe, foi uma experiência marcante pra mim. Daqueles fatos aparentemente banais que te fazem rever certos conceitos, que mudam alguma coisa dentro da gente. O Alessandro deu a cara a tapa e me mostrou que é possível oferecer algo a estranhos sem ser roubado ou explorado. Ou seja, as pessoas, na sua maioria, não estão aí para prejudicar os outros; que é mais provável que o estranho do seu lado se comporte com ética e não com a Lei de Gerson. Ou será que isso é impressionante só pra mim?

Afinidade

Começou lá atrás. Meu irmão fez um ano de jornalismo, antes de trancar e passar um ano morando em Salvador. Dessa época de faculdade, ficaram alguns amigos. Um desses amigos, já formado, tinha um colega de trabalho legal e apresentou ao meu irmão. Esse colega de trabalho fez um site e convidou meu irmão pra escrever uma coluna de humor. Nesse meio tempo eu comecei um blog, larguei, entrei no orkut e saí duas vezes e hoje tenho este blog aqui e twitter.

Não sei dizer direito quando e nem porquê comecei a conversar com o Ale. Quando nos encontramos, geralmente é no estilo Sinal Fechado. Mas gosto dele como se fôssemos chegados. A afinidade tem dessas coisas, de ligar pessoas que a vida não fez o menor esforço de unir.