Festa da turma

festa idosos

Eu nunca fui numa festa de ex-formandos, nem quando foi logo em seguida de termos nos formado, ou seja, nem quando ainda não havia se transformado num evento potencialmente depressivo. Aí quando recebi o convite para ir na próxima de vinte anos de formada (mas já?), eu quis mostrar que sou uma pessoa melhor. Tudo dentro de mim disse que não queria ir, mas eu me deixei adicionar no grupo de whats (oh lord, mais um grupo) e ver no que ia dar. Quando vi a fotinho e mensagens novas, já me incomodei. Aí fui olhar as fotos dos membros e juro que não reconheci pelo menos as cinco primeiras fotos, podia jurar que nunca vi na vida. Uma delas provavelmente nem a mãe conhece mais depois de tanto botox e preenchimento. Depois reconheci: alá, aquela que logo no primeiro ano tentou me ferrar num trabalho em grupo porque não me passou os dados; alá, aquela que eu achava super legal de longe e na primeira vez que eu lhe dirigi a palavra foi um nojo comigo; olha, essa eu até gostava, mas não lembro do nome; Fulana, ok; alá, aquela que era da turma descolada e abortou… Mas embora ver as fotos de pessoas que eu gostaria de jamais ter me lembrado não tenha me feito bem, também me questionei: sou um ser humano tão ruim assim, que só se fixa nas piores lembranças? Aí apareceu gente comemorando, que bom vê-los, etc. Que bom por que, sen or, iluminai-me. Surgiu lista de contatos. Aí alguém falou mais uma frase alegre sobre ser bom ver todo mundo de volta e um corajoso com DDD de São Paulo saiu logo em seguida. Achei afrontoso e segui o exemplo.