Jantar é um #hojetem

jantar-romântico

Uma etapa muito temida por mim é quando o Fulano – depois das apresentações, da conversa fluente, da discreta pergunta feita pessoalmente ou para amigos a respeito do estado civil, e pequenos testes que medem se o nível de interesse é recíproco – convida para jantar. Faço de tudo para não vivenciar isso, tento resolver a situação num passeio no parque, um café, uma carona, mas nem sempre é possível. O sair para jantar nada mais é do que um #hojetem. Os dois estão interessados, sabem que querem muito mais do que uma amizade ou um amor platônico. A parte dele é arranjar um restaurante que tenha um clima mais romântico. E a minha parte, como convidada? Sem dúvida, estar bonita, e só isso eu já acho uma baita pressão. Pra quem anda sempre esportiva por aí, estar bonita às vezes implica em se colocar numa roupa que faz com que eu não me sinta eu mesma, o que gera o problema do que é estar bonita, para quem é o bonita. A lingerie não vai ser a furada do armário, mas também já acho demais partir de primeira pra calcinha comestível. Sendo a instituição jantar tão ligada ao #hojetem, tem que se fazer de desentendida o jantar inteiro e o divertido está nas insinuações e a possibilidade da recusa, se fazer de surpresa quando a mão dele vai parar na cintura, sendo que eu já pensei nos mínimos detalhes e estou nervosa desde que recebi o convite ou já pode ir beijando quando encontra? Uma amiga minha defendia dar antes do jantar, porque já resolvia tudo e os dois jantavam calminhos e mais famintos – mas também já ouvi muitas histórias que mostram que muitos homens são apegados à etiqueta dos três encontros.

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