Curtas de uma mente exausta

Eu queria um sabonete líquido específico, que é sempre tão fácil de achar. Mas, parando pra pensar, eu nunca o comprava naquele supermercado. Olhei fixamente para a prateleira dos sabonetes líquidos, dos sabonetes íntimos, dos sabonetes, fui até a sessão de xampu, voltei para os sabonetes líquidos, fiquei olhando fixamente. Ele não estava escondido e não saltou da prateleira. Um funcionário não apareceu lá pra repor. Foi negação pura.

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Em poucos meses, do time “não sei inglês, nem me mostre”, passei a assistir vídeos sem legenda o dia inteiro e fazer minha primeira tentativa séria de ler um livro em inglês. Tudo por causa da minha curiosidade insaciável pelos nakashatras e a dificuldade de encontrar bons materiais em português. Uma coisa que a astrologia védica acerta e nunca achei uma boa explicação na astrologia ocidental é dizer que sou muito virginiana. O perfeccionismo quase (quase?) doentio sempre foi minha marca registrada.

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Aquele dia que você acorda decidida: cansei de ser forte, a vida é uma merda, vou me entregar mesmo, o próximo mês vai ser só na auto-comiseração. Aí você encontra com a pessoa que está vivendo uma das situações mais dolorosas da vida humana pela segunda vez.

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Este vídeo, tão lindo, mostra a órbita do planeta Vênus. Diz que numa divisão no tempo que Vênus leva ao redor do Sol com ao redor da Terra – ou algo do gênero -, chegamos no número aúreo. Quem estiver com a mente em perfeito estado, pode pesquisar as orbitas e fazer as contas. Mentes prejudicadas podem apenas olhar pro vídeo e ser hipnotizado também.

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