Anda comigo ver os aviões

“Eu nunca pensei que na minha idade ainda fosse possível”, diz a pessoa madura apaixonada. Poderia falar dos adolescentes ou quase adultos que conheço, que pula na cama da mãe às três da madrugada porque descobriu que é correspondida; das conversas infinitas da outra testando o clima, ambos lindos, interessados e sem a menor consciência disso; ou do que terminou, e semanas depois terminou definitivamente, agora sem amizade, sem mensagens, sem pretexto para manter contato e a dor não para de doer. Tudo tão pouco adulto. Adultos miram. Adultos conversam, pesam prós e contras. Adultos sabem que sexo é bom mesmo quando é ruim. Adultos não se cobram e nem exigem perfeição. Adultos combinam. O sim é todo mais fácil e o não, depois de outros tantos, já encontra estratégias de restabelecimento prontas. Mas nada disso é…

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