23:30

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É raro que eu escreva de dia, mais raro ainda que seja com antecedência. Não adianta tentar me antecipar; eu passo o dia fazendo as minhas coisas, e por volta das 21:30, independente de como foi o meu dia, me dá um sono mortal. Meu organismo sem dúvida foi feito para dormir esse horário e acordar de madrugada para arar um campo. Superado esse sono mortal, faço as minhas coisas, leio, navego na internet, fico com sono de novo e estou quase indo pra cama e lembro – hoje é dia de post. Solto um gemido de insatisfação, começo a andar pela casa, sento no sofá, espremo cravos na frente do espelho e não paro de repetir para mim mesma: “preciso de um post, preciso de um post, preciso de um post”. Passo em revista vários pensamentos do dia à procura de algo escrevível. Adquiri inclusive o requinte de olhar os últimos textos do blog para tentar não me repetir, em tema ou forma de escrever. O post finalmente vem, nunca antes das 23:30 e me sento para escrever, o que me tira completamente o sono e me leva para a cama depois das 24h, me revirando em pensamentos provavelmente até 1h da madrugada.

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