Curtas de amar é voltar

amar é voltar

Passo por um ponto de ônibus daqueles feitos de duas coberturas pequenas e um banco sem encosto. Tem um cachorrinho preto que adotou aquele ponto. As pessoas se sentam no banco e ele fica rondando e querendo carinho. Se elas não dão, ele late daquela maneira aguda que só um cachorro contrariado é capaz.

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Me impus, com as cortinas de box, a mesma regra que uso para as roupas: nunca substituir uma velha por outra igual. Faço isso porque senão sou capaz de passar anos a fio com as mesmas peças e as mesmas combinações, algo como o guarda-roupa da Mônica. Só que a atual cortina de box, de todas que eu já tive, é a que eu mais amo: poás rosas e laranjas distribuídos de forma assimétrica. E tem ainda pra vender. Então, para me obrigar a trocar, comprei outra na China e estou deixando a atual embolorar à vontade. Já está um nojo e deus sabe quando chega a outra.

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“Foque na vulgarização da sua página, sítio da Internet, diário virtual para ter mais visualizações e também recomendações da página”. Que susto, ainda bem que era spam.

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Tinha uma loja que eu ia com o ex, comprar coisas pra mim. Ele e o dono ficavam conversando e no final ele nos dava um desconto. Fiquei um tempo sem ir, fui sozinha, ele percebeu e foi profissional, ok. Mas deixei de ganhar desconto. Ok também. No final do ano ganhei uma caneta com a logomarca da loja. Não é que a bandida é uma delícia e adoro escrever com ela?

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