Uma ponte

A Suzi me enviou o link no final da tarde ou à noite, lembro que não tinha tempo para ver. No dia seguinte, vejo a mesma recomendação no blog do Charlles. “Nossa, deve ser bom mesmo!”. Aí, quando pude, sentei confortavelmente e vi a entrevista inteira do Leandro Karnal. Sobre o conteúdo, deixo vocês se deliciarem sozinhos. Eu já tinha visto o nome dele aqui e lá, e terminei a entrevista fã. Este post quase foi sobre o quanto o documentário sobre a Vivian Meyer e um amigo parisiense desajustado que Paul Auster descreve em O inventor da solidão me tocaram. Eu estava para dizer que, tal como eles, também me sinto presa ao mundo produtivo por uma linha muito tênue. Depois vi uma frase da Kahlo, que ela diz que se sentia uma estranha, e que depois descobriu que outros se sentiam também, então que vissem o trabalho dela e soubessem que não estavam sós. Foi nisso o que a entrevista do Karnal me serviu como bálsamo: eu não estou só. O mundo não é só ódio e histeria. Existe espaço para a inteligência, a cultura e o bom senso.

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