Pas minha nega

Como começar a dizer isso?
Quase que, pela primeira vez em tantos, o primeiro texto do Caminhante Diurno não sai. Digo, definitivamente.
Outra forma de chegar no assunto: alguns leitores se tornaram meus amigos, mas dificilmente meus amigos se tornam meus leitores. O motivo, intuo, é que os que me conhecem pessoalmente me acham tão diferente dessa persona por escrito, sendo que esta por escrito é tão mais séria e mais chata. Eles preferem a pessoa da vida real (ainda bem). Acho que até a pessoa por escrito no Facebook é mais interessante do que esta aqui.
Fui adquirindo muitos hábitos com os anos de blog. Hábitos bons e ruins. Quem lê o que escrevo o faz sem me conhecer, sem saber o meu tom de voz, as minhas crenças, o meu jeito. Às vezes, nem me lê direito. Então fui aprendendo a escrever para uma plateia de leitores anônimos e possivelmente mal intencionados. Não publico coisas que podem se voltar contra mim mais tarde, nem ironias que podem ser entendidas literalmente, nem… ou seja, o filtro foi ficando grande.
Tenho me achado chata, tenho sentido dificuldade de escrever, e os números do blog mostram que o número de leitores não têm aumentado, o que indica que o blog estacionou em todos os sentidos.
Pensei em aderir às newletters, igual o Alê. Mas não sou uma blogueira mega-blaster igual ele, então acho que reduziria ainda mais os leitores de um blog tão pequeno. Se sou tão pequena assim, então a verdade é que aqui já é uma newletter. Vocês são poucos, são as minha nega.
Tentarei – este post é uma carta de intenções – ter um tom mais descontraído aqui. Escrever as brincadeiras que escrevo em outras redes sociais e que me tornam uma pessoa mais leve e interessante lá do que aqui. Ser mais Fernanda e menos Caminhante.
Era isso, negada. Que venha 2014!
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