Chatroulette

Foi a mesmíssima emoção da primeira vez que eu entrei numa sala de bate-papo. Lembro perfeitamente desse dia: eu estava na casa dos meus tios, que foram um dos primeiros a terem internet porque a filha deles mora no Canadá. Entrei numa sala do UOL e fiquei horas. Não consegui engatar uma única conversa, mas aquilo tudo era tão mágico, pessoas do Brasil inteiro brincando comigo. Minha prima tentou contato e eu fingi que não vi. Minha tia ficou puta, derrubava a ligação, dava indiretas pra minha mãe, meu tio ia lá e digitava a senha da conexão de novo e eu fingindo que não percebia nada. Porque aquilo estava bom demais, e assim passei a tarde inteira.

Não vou ficar explicando como o Chatroulette funciona porque todo mundo já sabe. Se ainda não, basta entrar, é muito simples. Lá eu vi algo que eu só tinha lido e aposto que a maioria de vocês também nunca viu: um homem fazendo sexo oral nele mesmo. Pior que ele era bonitinho. Fiquei horrorizada e instintivamente passei pra outro e logo depois me arrependi. Deveria ter dado print screen e mandado pro Crítico de Pinto (dica totalmente hilária da Tina Lopes). Vi também uma infinidade de mãos nas cuecas, de calções estufados, de movimentações. Esse exibicionismo em webcam para desconhecidos é algo que eu não alcanço; minha auto-estima nunca se recuperaria se as pessoas ficassem dando Next enquanto eu exibo meus peitos.

Se você não tem fobia a pica, recomendo fortemente. Pra finalmente usar a webcam direto e sempre encontrar alguém do outro lado, treinar o inglês, ver caras estranhas e coisas estranhas de todos os países, receber cantadas toscas e até mesmo pra conversar. Mas tome cuidado: se a conversa ficar boa, por favor, vá logo pedindo e-mail e msn. A Tina me contou de um caso de uma amiga que conheceu o amor da vida dela no Chatroulette. Francês, bonito, simpático, várias coisas em comum. Meia hora se passou, voando. Quando ela pensou em pedir o e-mail, o Chatroulette caiu. Ela está procurando por ele até hoje

8 comentários sobre “Chatroulette

  1. Sei lá, eu acho que eu nunca me empolguei por esses lances de bate-papo e para ser honesto depois de uns comentário que eu ando vendo pela net sobre esse chatroulette quero nem tentar…

    Eu acho interessante como na minha adolescência tinha muita gente que conhecia gente e chegava até a marcar encontros com pessoas pelo mirc. No entanto, a impressão que eu tive é que são umas conversas tão vazias.

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  2. Conheço muitas amigas (e n é lenda urbana n) que estão com seus amores virtuais na vida real e cotidiana. Mas esse negozi de ver pintos acrobáticos variados via web me assusta um pouco. Na verdade sou das antigas, blog, e-mail e msn. Tá bom demais (por enquanto) rs.Vc tem razão qt ao fator romantização. ô mulher sabida! xero!

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  3. eu vi primeiro o crítico de pinto pra só depois descobrir o que seria o chatroulette – que eu mesma, nunca vi.

    e chat do UOL. por deus!
    eu usei muito, mas pra encontrar quem eu já conhecia… nessas horas, orkut teria sido mais eficaz mesmo, caso existisse quando eu precisei.

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  4. crítico de pinto made my day. my week. my month. my year. juro, vou parar agora, mas tinha tempo que eu não via uma coisa engraçada e original assim.
    (talvez minha vida é que esteja muito chata)

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