Lost

*Não contém spoilers*

São muitas coisas que tornam Lost totalmente viciante. Mas, na minha opinião, não é o fantástico da série que atrai e sim o que ela se aproxima da vida real. Explico: as séries (geralmente) têm um padrão que poderíamos chamar de nós e outros. Como nós, estou falando daquele grupo de personagens que constitui a série em si, da qual acompanhamos o crescimento e geralmente pela qual torcemos. Os outros são os que se opõem ao nós, tanto formando um grupo rival (que também acompanhamos) ou sendo pessoas/situações temporárias. Nelas, o telespectador tem uma visão privilegiada do que está acontecendo. Sabemos o que os dois núcleos estão fazendo. Ou, no mínimo, sabemos classificar a ação dos outros como boa ou ruim.

Em Lost, os fatos são apresentados de tal forma, que sabemos tão pouco quanto o nós. A ilha vai se descortinando aos poucos… e conhecer mais coisas nunca é o suficiente pra explicar tudo. Qual é a verdade, qual informação é confiável? Ninguém sabe – ou ninguém conta. E, mesmo assim, as coisas se desenrolam e decisões devem ser tomadas. Tomar decisões, com informações sempre incompletas e sem nunca saber onde vai dar… ah, isso é a própria definição da existência humana!
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Um comentário sobre “Lost

  1. afe, santa inspiração a sua para uma reflexão tão filosófica sobre Lost…qdo eu crescer quero ser q nem vc!beijocas!ps- se os céus permitirem, segunda eu dou o ar da minha graça no balance…

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