Seu signo na versão de um psiquiatra gaúcho

Áries
Bicho mais fogueteiro e metido não tem. Ele atropela todo mundo que nem bagual solto em feira de porcelana. Tem a mania de ser sempre o primeiro. E é… O primeiro loco!
Lema: Não tenho tudo o que amo… Mas vou conseguir, já, já…

Touro
Esse quer ser o maior dos estancieiros. Quer ser o dono dos rebanhos, da estância e das plantações. Se bobear, invade o planeta inteiro. Mas tem desculpa: é ele quem dá o churrasco, faz as trovas, declama e toca a gaita. Êta índio animal.
Lema: Não tenho tudo que amo, mas é uma questão de tempo e paciência.

Gêmeos
O vivente só quer assuntá. Sabe de tudo, e sabe contá causo que é uma beleza. Não esquenta banco e parece que tem bicho carpinteiro.
Lema: Não tenho tudo que amo, mas também nada que me ama me tem.

Câncer:
Esse é chorão que é um inferno. Tem uma memória do cão, se lembra tintim por tintim quem ganhou cada Califórnia e cada Gre-Nal, e sabe de cor tudo o que tu disse pra ele naquele 4 de maio de 1984. Mas é o dono da posada e o que te prepara o putchero nas noites de minuano. É dos piores.
Lema: Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho.

Leão
Foi por causa desse que inventaram o tal de complexo de Superioridade. Bicho mais convencido, não há. É o primeiro prêmio em interpretação nos festivais, arrasa na chula, é a mais bela prenda e o rei do gado. Exige respeito e não consegue ficar na mesma sala com uma TV ligada, pois não admite concorrência. Vai sê o chefe da ala dos Napoleão lá no São Pedro.
Lema: Tudo que tenho me ama.

Virgem
Virge! Cruzes! Esse é roxo por limpeza. Tu acaba de assá um churrasco e ele já tá lavando os espetos. Tem cuia própria pro mate, porque é mais higiênico, e tá sempre de vassoura na mão. Parece normal, mas é dos mais maníacos.
Lema: Não tenho tudo que examino, mas examino tudo que tenho.

Libra
É danado de namoradô. Só quer pezinho pra cá e pezinho prá lá. Não faz outra cosa. Também adora se metê em política, mas só fica olhando, em cima do muro, enquanto a indiada dá um duro aqui embaixo. Metido a aristocrata, come churrasco com garfo e faca e usa guardanapo. Nem sei se não usa cuecão de florzinha por baixo das bombacha, mas pode ir tirando o cavalinho da chuva, porque é só frescura: ele não é veado.
Lema: Não tenho tudo que amo, mas vou ficar conhecendo no sábado à noite.

Escorpião
O loco dos loco. Pra puxá o facão não faz cerimônia. Mas, depois de todo o estardalhaço, fica com uma cara de culpado e arrependido, que irrita até a mãe dele. Não perde a mania de mexê nos trauma… dos outro. O velho Freud, que também não era dos mais normal, tinha o tal de ascendente em Escorpião. Esse nem com banda…
Lema: Não possuo tudo que amo, mas amo tudo que possuo. E cuido de perto.

Sagitário
O índio aqui acha que é o verdadeiro centauro dos pampas, citado várias vezes pelos nossos historiadores. Se perdeu do seu bando e não sabe se foi perto de Vacaria ou de Pelotas, de tão loco. Se alguém quisé se comunicá com ele, este é o e-mail: ….
Lema: Não tenho tudo que amo, mas não me importo com isso.

Capricórnio
Esse é o introvertido. Metido a tímido, mas foi ele quem descobriu o complexo de inferioridade. Não qué incomodá, e pra fazê ele entrá no rancho ou se chegá pra roda de chimarrão é um custo. Não se acha nada, sonha com ele no futuro, que é quando ele acha que vai existi. Outro que só internando.
Lema: Tenho tudo que amo, e trabalho para ter mais ainda.

Aquário
Ele qué mudá o mundo. Não muda nem as tela dos galinheiro e as lâmpada queimada. Adora uma revolução, um protesto ou deixá o povaréu de cabelo em pé. No fundo o que ele quer é aparecê.
Lema: Não tenho tudo que amo, mas estou pouco me lixando pra posses.

Peixes

Já esse o que qué é desaparecê. Vive com a cabeça nas nuvens, viajando… Diz que conversa com o Boitatá, já viu o Negrinho do Pastoreio, e recebe o Sepé Tiaraju. Mas o que tem de doido tem de bonzinho. É só não contrariá
Lemas: Eu acredito em gnomos, fadas, coelhinho, papai-noel e assemelhados. Não me siga: também não me lembro pra aonde ia indo…

Universotários

Finalmente eu assisti Tropa de Elite! E no cinema, pra não deixar o Wagner Moura chateado comigo 😉

Não vou aqui entrar na discussão do filme, quero falar de outra coisa. Do sentimento refrescante que eu tinha cada vez que alguém agredia os universitários. Sabe aquela coisa catártica? Universitário é a coisa mais arrogante e fora da realidade que existe nesse mundo, e todo mundo fala deles como se fossem a nata da nata. Olham o resto do mundo de cima só porque todos os dias redescobrem a roda nos livros.

Affe! Eu odiava o centro acadêmico do meu curso e eles a mim. Aquele pessoal que se achava superior porque fumavam baseado, enchiam a cara e jogavam truco ao invés de ir pra aula. Acham que são alienados todos aqueles que usam roupas limpas e não assistem às suas reuniões estudantis. E consideram o auge da consciência política dormir no gabinete do reitor. Ah, morram!

Pra voltar no filme propriamente dito, deixo aqui uma dica pra todos aqueles que não possuem tatuagem do BOPE, no caso de um dia sofrerem algum tipo de violência:

Dica imperdível da Klenny.

Acesso restrito

Como vocês puderam perceber, agora tem uma senha chata pra entrar aqui.

A razão é simples: eu estava cansada de moderar comentários idiotas. Eu nunca pretendi ganhar dinheiro com esse blog e sempre evitei fazer publicidade dele. Não sei o número de visitas que ele tem e nem os IP. Enquanto eram comentários de desconhecidos, achei meio assustador mas não liguei – esse blog é público, ora bolas. Mas o tempo foi passando e tanto postagens atuais como antigas começaram a receber comentários agressivos e/ou mal escritos… e principalmente, comentários de gente que nem leu direito o que eu escrevi! Pra dar uma idéia, fui acusada de chamar os vegetarianos de esquisitos e de ter me casado mal! Pela primeira vez na vida, senti na pele o que é o analfabetismo funcional!

O pessoal do Casa do Galo me sugeriu bloquear por IP. Tenho a impressão que no blogger não existe esse recurso, mas vou pesquisar. De qualquer maneira, por hora ficamos assim. Sorry.

"Tropa de Elite" deveria ser obrigatório nas escolas

O filme “Tropa de Elite” deveria ser obrigatório nas escolas. Mais do que a envolvente denúncia da banalização do mal no Brasil, na qual policiais e bandidos se transformam em animais e criminosos, o filme provoca uma reflexão sobre a responsabilidade individual.

O inocente consumidor de maconha, sentindo-se conectado com a natureza ou com a leveza espiritual, ou o alto executivo que consome cocaína são apresentados também como sócios do tráfico –e com razão.

É fácil apenas culpar o governo, a polícia, os traficantes, e assim por diante. Mais difícil é nos culparmos –e, aí, está, um dos problemas brasileiros. A culpa é sempre dos outros. Vejamos:

Muito mais do que as drogas, o que mais mata no Brasil é o álcool, uma das causas das 100 mortes diárias e mais de 100 mil feridos por ano no trânsito. Nem os publicitários nem os veículos de comunicação que exibem os anúncios de cerveja, com sedutores apelos, se sentem minimamente responsáveis por essa tragédia. A culpa? Só do governo.

Um motoboy morre por dia apenas nas ruas da cidade de São Paulo (e mais 25 por dia ficam feridos). Isso porque contratam-se empresas irresponsáveis de entrega. Mesmo sabendo que já existe um selo de qualidade para moto frete. A culpa? Só do governo.

As pessoas emporcalham as ruas com lixo apenas porque não têm paciência de jogá-lo em algum lugar apropriado. Madames não se incomodam que seus cachorros façam das calçadas banheiros. A culpa? Só do governo que não limpa as ruas.

O governo sobe os impostos sem parar assim como contrata novos funcionários públicos sem parar. Pouco se faz contra essa extorsão. Nem mesmo sabemos como o orçamento é feito. De quem é a culpa? Do governo.

Deputados, senadores, vereadores cometem crimes e fazem negociatas, mas pouco acompanhamos seus mandatos. Durante a campanha, preferimos o show do marketing do que a análise de propostas. Até nos esquecemos em que votamos. De quem é a culpa? Dos políticos.

Não quero deixar, claro, de responsabilizar os governos. Mas apenas dizer que, num mundo civilizado, todos deveriam saber quais são seus direitos mas também seus deveres. Isso é o básico de cidadania, cuja discussão o filme, através da droga e da violência, lança com alto teor pedagógico _–portanto, deveria ser obrigatório na escolas.

É um bom debate para que saiamos dessa adolescência da cidadania, com muitos direitos e poucos deveres.

*

Assim como é obrigatório pensarmos que, no futuro, a droga não será um problema de polícia, mas apenas de saúde pública. Não sei se a repressão não acaba fazendo mais mal do que bem no combate ao vício.

Gilberto Dimenstein

Boneca inflável

Eu sempre achei o cúmulo da tara alguém usar boneca inflável. Alguém pegar uma boneca horrorosa, de boca aberta e mal feita pra despejar nela seus impulsos me parecia a coisa mais desesperada que se pode fazer. Por que uma boneca daquelas e não uma mulher de verdade? Pago ou de graça, sexo tem em todo lugar. E critério é algo que alguém disposto a penetrar vinil não me parece ter.

Isso era o que eu pensava até conhecer este tipo de bonecas. E não é que a idéia de alguém penetrar uma boneca linda e perfeita como uma mulher fica mais bizarra ainda?

Fêmea macho x Fêmea fêmea

Durante quase toda a minha vida fui aquela mulher muito macho. Já pensaram que eu era lésbica. Cabelos curtos, estilo largado, sem frufrus. Carregava minha própria mala, fazia qualquer serviço pesado e não pedia ajuda, trabalhava de macacão sujo. Ninguém duvidava de que não era qualquer coisinha que me punha pra chorar.

Os anos passaram e aprendi que aceitar gentilezas e sorrir não faz mal nenhum. Meus cabelos curtos agora têm ondinhas, lencinhos e tic-tacs; meu estilo esportivo agora inclui saia xadrez, flores e tecidos esvoaçantes. Gosto de shopping, de perfume, de moda. Quem não conhece meu passado continua sem conhecer se me encontra por aí.

Agora faço defesa pessoal num lugar filhadaputamente machista, tocado por um policial civil. As poucas mulheres que freqüentam o local são tal como eu era no meu passado. Esse sujeitinho adora brincar de expor alguém publicamente e ontem fez isso comigo, porque não quis estourar minha mão socando uma almofada dura como tijolo. Como não me submeti já ficou aquele ar de “ela não agüenta pressão porque é mulherzinha”. Mal dormi a noite passada, de tanto ódio. Agüento de tudo (estilo Demi Moore no Limite da Honra) pra ganhar respeito? Me recuso a continuar o que não me agrada e corro o risco de parecer fêmea mimada?

A minha vingança será maligrina, só que ainda não sei direito como.

Descubra quem você foi na vida passada!

Inteiramente di gratis e pela internet! Olha só o que saiu pra mim:

Na sua outra vida, você era um pintor ou escultor que nasceu no ano de 1569 d.C. na região onde hoje fica a França.

COMO VOCÊ ERA?

Você tinha amor à arte, colocava seu coração em suas obras. Era uma pessoa que tinha muita dificuldade em falar sobre seus sentimentos e conversar com outras pessoas. Assim, se exprimia através das suas esculturas e dos seus quadros. Seu estilo era o maneirismo, que preservava elementos do renascimento, acrescidos de um certo distanciamento da realidade. A sua arte era um reflexo do seu inconsciente, que tentava escapar ao real e mergulhar num mundo onírico, despido das dificuldades do dia-a-dia.

QUAL LIÇÃO DO PASSADO VOCÊ PRECISA TRAZER PARA O PRESENTE?

Continue sendo criativo e fazendo arte. Esta é a sua válvula de escape para aquelas coisas que não consegue transformar em palavras. Porém, tente se abrir mais, conversar mais e discutir seus problemas com os outros. Não é bom interiorizar os problemas e frustrações, pois isso poderá lhe causar doenças. Seja mais realista, não fuja para o mundo dos sonhos ou procure idealizar muito uma pessoa. A vida pode ser difícil, mas o nosso desafio na terra e enfrentá-lo com coragem, superando todos obstáculos.

(antes que alguém pense – não, eu não levei isso a sério!)