Síndrome Bellotti

Não entrarei em detalhes sobre o inspirador do nome, porque eu o conheço mais de fama. A Síndrome Bellotti é muito simples de ser compreendida e, de certa forma, muito comum.

Ela acontece principalmente em novos grupos. Todos desconhecidos, tímidos, sem saber direito como agir uns com os outros. Então, surge um sujeito que se destaca por sua extroversão. Espontâneo, falador, alegre, piadista, ele conquista a todos pela sua liderança natural. Enquanto todos estão retraídos, ele é aquele que fala o que precisa ser dito e representa seus amigos. Em pouco tempo, é o mais querido da turma.

O tempo passa. O convívio faz com que as pessoas se conheçam melhor, formem em pequenos grupos, descubram afinidades. Elas passam a gostar de uns do que outros. No entanto, todas têm uma coisa em comum: detestar aquele aquele sujeitinho, o portador da Síndrome Bellotti. Não que ele tenha mudado de atitude; aliás, esse é o problema da criatura. Todas aquelas atitudes que antes uniam as pessoas e mostravam uma liderança natural, agora mostram que, na realidade, ele é uma pessoa inconveniente, que não sabe a hora de ficar quieto, que quer atenção a todo custo, se acha melhor do que os outros… em resumo, é um mala sem alça.

Quando a coisa está num estágio avançado, as pessoas não o suportam mais. Mudam seus trajetos pra não terem que conversar com ele. Inventam desculpas. A voz, o jeito, as piadas… tudo que o sujeitinho faz passa a ser terrivelmente irritante. Daí para as pessoas combinarem seus compromissos em segredo pra não ter que convidá-lo é um pulo. Outra estratégia interessante é arranjar um motivo pra briga – então, cada um finge que está magoado/raivoso/aborrecido por causa disso e se livra desse aborrecimento.

{Estou numa situação assim. Será que se eu comprar um produto Natura e der o calote, a fulana pára de falar comigo???}

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3 comentários sobre “Síndrome Bellotti

  1. Refiz o comentário, pois o anterior estava egocêntrico demais. Embora o tema fosse próximo a isso, acho que posso afirmar que sou o oposto do caso citado no post. Talvez escreva a respeito, um dia.O centro das atenções, então. A forma mais eficaz de combatê-lo (ou combatê-la, em seu caso-problema específico) não seria simplesmente cortar-lhe o “combustível”? Caso compre algo dela e lhe dê calote, não estarás a ‘dar mais corda ‘ ainda, para que ela lhe aborde mais e mais? Só que, dessa maneira, não tão amistosamente?

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